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Parte 04 – Mangá Turma da Mônica Jovem no País das Maravilhas


Uma interessante versão de Alice no País das Maravilhas chegou ao universo dos quadrinhos através de Turma da Mônica Jovem no País das Maravilhas, uma aventura dividida em duas partes e publicada nos últimos dois meses pela famosa parceria entre a Mauricio de Sousa Produções e a Panini Comics. Nesta adaptação, assim como em Magalice no País das Melancias, as personagens da Turma da Mônica interagem com a obra de Lewis Carroll e criam uma trama que dá continuidade às aventuras no País das Maravilhas.

A premissa da história é bem simples: Marina, com o seu lápis mágico, abre um portal no mundo de contos de fadas (mais especificamente no livro As Aventuras de Alice no País das Maravilhas) e os soldados da rainha de Copas vêm ao mundo real, buscar Alice – a mãe de Marina – para continuar o julgamento que a jovem interrompeu anos atrás. Como não a encontram, decidem levar sua filha mesmo – a estilosa Marina – para a impiedosa monarca a fim de encerrar a demorada e exaustiva missão.

Por causa disso, um piquenique (surpresa) para comemorar o aniversário da Mônica se torna uma grande aventura, repleta de charadas, loucuras, expectativa e coelhos brancos. A menina, que um dia já foi baixinha e gorduchinha, precisa entrar na lógica desta terra sem lógica para salvar seus amigos e acabar com o julgamento de Marina antes que seja tarde demais. Para isso, ela precisa usar sua intuição e se lembrar dos relatos de Lewis Carroll para encontrar os verdadeiros atalhos da ficção e evitar deslizes fatais para o desenrolar desta aventura.

É, com certeza, uma tradução bem interessante e muito atual. Consegue relacionar perfeitamente o universo da Turma da Mônica Jovem aos elementos carrolianos, sem perder o toque próprio das personagens e mostrando um lado muito criativo e original dos quadrinhos nacionais. Mônica, Magali, Cascão e Cebolinha, junto com outras figuras já conhecidas das produções de Mauricio de Sousa, entram no País da Maravilha e mostram que é possível recontar uma boa história sem perder os elementos do texto de partida.

Não achei a trama nada clichê e, pelo contrário, me surpreendi com os rumos optados para contar esta mescla entre as duas histórias. Tem bastantes referências ao universo pop – fala de futebol, comenta um pouco de Harry Potro e traz uma participação especial de Dorothy e o Mágico de Zóz -, além de citar capítulos não tão conhecidas da obra de Lewis Carroll, como o caso do Grifo e da Tartaruga Falsa. É, basicamente, muito criativo e com passagens bem engraçadas.

Turma da Mônica Jovem no País das Maravilhas é uma publicação da Panini Comics e possui distribuição nacional. Cada uma das partes possui 124 páginas (mais um pôster duplo e colorido dos principais personagens fantasiados), com acabamento brochura e custa R$ 6,90. De todas as adaptações e releituras que li até agora, esta versão da Turma Mônica Jovem foi a que mais me surpreendeu e realmente prendeu minha atenção, por ser inovadora e bem diferente de tudo o que foi publicado até o momento. Com certeza, uma boa pedida para todos os fãs das aventuras de Alice Liddell.


“Cortem-lhe as unhas!”

Parte 03 – Graphic Novel da Disney



Outra adaptação de Alice no País das Maravilhas que chegou ao universo dos HQs e, conseqüentemente, às bancas de jornal foi o graphic novel apresentado pelo número 2 da coleção Disney – Cinema em Quadrinhos da On Line editora.  Esta edição é, basicamente, a quadrinização do filme de Tim Burton, com direito a mesma narrativa, os mesmos biótipos dos personagens do longa-metragem e as mesmas loucuras desta versão da história de Lewis Carroll.

Os responsáveis por esta transposição são três nomes de peso no mundo das animações: Alessandro Ferrari (Adaptação do manuscrito), Massimiliano Narciso (Esboços, retoques e tintas) e Marieke Ferraria (Pintura). Juntos, eles trazem a trama do filme disposta em 64 páginas, com imagens caprichadas e muitas referências ao universo carrolliano.

Como explica um adendo da revista, este graphic novel começou a ser criado em 2009 quando o roteiro da versão de Tim Burton ficou pronto e reescreveram-no usando recordatórios e balões, em vez de atores e som. É muito interessante observar que, neste espaço, é possível encontrar vários esboços dos quadrinhos, a pesquisa criativa na estilização das personagens e muitas curiosidades deste novo investimento da Disney.

Entendo que esta obra é, basicamente, um souvenir do filme. Um belo álbum que até pode ser lido por quem não viu o filme, mas, sinceramente, não sei se ele terá o mesmo efeito. Afinal, esta versão de Tim Burton reconta as aventuras de Alice de uma forma um tanto quanto inusitada e, de certa forma, nunca abordada e, em minha opinião, os quadrinhos não conseguiram abordar toda a complexidade da trama. De verdade, achei o HQ bacana, mas não acredito que ele funcione sozinho.

O número 2 da coleção Disney – Cinema em Quadrinhos é da editora On Line, possui 96 páginas ao total no formato magazine e custa R$ 8,99. Definitivamente é uma edição bonita e, com certeza, marcante para os fãs de Alice Liddell e suas loucas aventuras no País das Maravilhas.


“Tudo o que eu quero é acordar deste sonho!”

Parte 02 – Magalice no País das Melancias



Seguindo a tendência de adaptações de Alice no País das Maravilhas para o mundo dos quadrinhos, a Mauricio de Sousa Produções e a Panini Comics lançaram a fenomenal revistinha Magalice no País das Melancias. A simpática paródia faz parte da coleção Clássicos do Cinema e apresenta os personagens da Turma da Mônica numa criativa releitura da famosa obra de Lewis Carroll.

O HQ é formado por três historinhas: Magalice no país das Maravilhas, Minha Festa de Desaniversário e Cebolinha no Parque das Maravilhas – todas muito claras/diretas (o nonsense aqui é descartado) e especificamente voltadas para um público mais infantil. Os personagens principais estão lá (Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão) e alternam suas relações com os elementos carrollianos. Aliás, é muito interessante observar como  as narrativas apresentadas lidam com a obra em que é inspirada.

Por exemplo, em Magalice no país das Maravilhas, o leitor é convidado a ver a história da gulosa menina que, seguindo seu gato Mingau, acaba em universo bem estranho e fora do comum: cheio de melancias vivas, charadas, um gato que tem medo de água, uma tirana rainha que não poupa o seu coelho para punir seus súditos e dois amigos loucos que não entendem nada de chá da tarde. Já em Minha Festa de Desaniversário, Magali cria uma historinha para desencorajar Dudu, seu primo menor, de comemorar seu desaniversário todo santo dia. O menino só pensa nisso porque assistiu ao filme Alice no País das Maravilhas e fica animado com a possibilidade de uma comemoração sem fim. Finalmente em Cebolinha no Parque das Maravilhas, o garotinho de cabelos espetados se vê dentro de um País das Maravilhas que, na verdade, são as instalações do Parque da Mônica. Sem entender o que está acontece, encontra seus amigos vestidos com fantasias nada convencionais.

Ou seja, em momento algum, há uma pretensão em recontar as aventuras de Alice Liddell. Pelo contrário, parte-se do pressuposto de que o leitor (ou no caso, a criança) conhece, mesmo que minimamente, a clássica história de Lewis Carroll e brinca-se em cima disso. Com isso, a leitura se torna extremamente agradável e divertida – os quadrinhos seguem o padrão conhecido da Turma da Mônica e não perdem, um minuto sequer, o humor inocente e simples.

Clássicos do Cinema 19 – Magalice no País das Melancias é uma publicação da Panini Group e tem 48 páginas, no formato 19 x 27,5 cm e custa R$ 5,50. Em minha opinião, vale muito a pena conferir – nem que seja para relaxar e esquecer as preocupações do mundo num breve período de tempo!


“Coelhem a cabeça dele! Coelhem a cabeça dele!”

Parte 01 – Mangá de Sakura Kinoshita




Não há como negar! Alice no País das Maravilhas é a nova sensação do momento e boa parte deste sucesso é graças ao recente e ótimo filme de Tim Burton. Como já comentei por aqui, produtos relacionados à história e aos personagens é o que não faltam e, felizmente, tenho descobertos ótimas novidades.

Em abril passado, chegou ao Brasil uma versão em mangá da famosa história de Lewis Carroll. Garanti o meu exemplar o mais rápido possível, mas só pude lê-lo com a devida atenção no último final de semana. E, mais uma vez, me surpreendi. O HQ foi adaptado por Sakura Kinoshita, famosa autora no mundo das animações japonesas, que se auto-denomina uma maníaca em Alice… Ou seja, o trabalho perfeito para a pessoa perfeita – simples assim!

A trama relatada nos quarinhos é basicamente a encontrada em Aventuras de Alice no País das Maravilhas, incluindo até algumas passagens descartadas na versão da Disney, como A História da Tartaruga Fingida ou A Casa da Duquesa. Obviamente, algumas alterações foram feitas e a história passou por um processo de recorte e simplificação, mas os conceitos carrollianos estão presentes – incluindo a extrema curiosidade da personagem principal e o nonsense característico deste mundo maravilhoso.

Nesta versão, todas as figuras ganharam um tom mais cômico e mais simples. Para completar, em cada capítulo, Alice é apresentada de uma maneira diferente: cabelos, roupa e fisionomia mudam. Isto no começo é um pouco confuso e levemente perturbador, mas depois é possível compreender que a menina é, na verdade, formada por diversas facetas e isto é evidenciado em suas mudanças físicas.

Um elemento que acrescenta muito à trama são as onomatopéias e ideogramas espalhados por entre as cenas. Inicialmente, tais referenciais parecem poluir um pouco a compreensão, mas depois que o olhar se acostuma a esta nova lógica de leitura, tudo fica mais fácil e dinâmico. Mas, olha, preciso ser sincera: demorei um três capítulos para me acostumar com o excesso de signos em cada quadrinho e isso não é muito bom se lembrarmos que, no total, a história tem apenas 9 capítulos.

Mas, enfim, não é isso que tira o mérito desta produção. Aliás, é preciso reconhecer que, devido ao amor à obra de Carroll, é possível reparar todo o carinho e cuidado com o qual a autora se dedicou à produção do HQs.

Conforme relatado num posfácio fenomenal no final da revistinha, a história demorou meio ano para ficar pronta e isso graças às imagens que foram pintadas a mão e que pretendiam retratar, ao máximo, todos os detalhes de cada cena. Neste espaço, que é quase-desabafo de Sakura Kinoshita, também pode-se encontrar os rascunhos das principais imagens utilizadas ao longo da história, além de algumas explicações e contextualizações dos desenhos e suas devidas implicações. Ou seja, é muito completo.

Alice no País das Maravilhas, em volume único, é da editora NewPOP e tem 80 páginas (64 coloridas) no formato 15 x 19 cm e custa R$ 12,00. Bom, não?!


“O que uma escrivaninha e um corvo têm em comum?”

“Her name is Alice (Alice)
She is crawling to the window
And shapes of shadows
Alice (Alice)
And even though she is dreaming
She is a locked for meaning for you
This kingdom good riddance good freedom and innocence
Has brought this world all clean down”

Her Name Is Alice – Shinedown



Quando Tim Burton, há pouco mais de dois anos, anunciou uma versão cinematográfica de Alice In Wonderland, meu coração não poderia ter ficado mais feliz. Além de curtir muito os trabalhos do Mr. Burton (alguns de seus filmes mudaram profundamente a minha vida), tinha a certeza de que Alice se tornaria muito mais um ícone pop e que esta superexposição nos traria produtos legais, novas versões da história e todas as formas possíveis de explorar comercialmente a personagem.

Eu não estava errada! Só a espera pelo filme já criou uma enorme brecha no mercado. A Livraria Cultura, por exemplo, separou um mostruário só para Alice e ali ostentava, alegremente, diferentes versões do livro, agendas importadas, revistas importadas com a trama do filme e tudo mais o que houve disponível. Lançaram roupas, sapatos, baralhos e muito mais… Felizmente, pude me beneficiar disso tudo e já montei um leve estoque de produtos sobre Alice no País das Maravilhas. Não poderia estar mais feliz… Sério!

Mas a grande surpresa, para mim, foi a trilha-sonora rock n’ roll do filme de Tim Burton – Almost Alice. No começo, confesso que olhei com uma cara estranha e tive um certo pré-conceito. Afinal, eu não conhecia quase nenhuma das bandas (são bandas bem alternativas e basicamente desconhecidas de grande parte do público nacional) e, caindo na obviedade, apenas me encantei pela canção de Avril Lavigne, Alice (Underground) – o primeiro single do longa-metragem, que teve uma grande divulgação nos meios de comunicação.

Mas, graças aos ótimos comentários de Vana Medeiros (que gravou uma participação especial no podcast Tockaí #004 só para comentar este CD), ouvi a trilha-sonora com mais carinho e me apaixonei. Obviamente que ter visto o filme na semana passada me ajudou a entender melhor as composições desta coletânea fenomenal e, desde então, esta passou a ser a trilha-sonora dos meus dias. Onde eu vou, estou com os fones de ouvido, curtindo Almost Alice. A cada novo dia, tenho uma favorita. Mas o meu top 7 é definitivamente:


Follow Me Down (feat. Neon Hitch) – 3OH!3

Her Name Is Alice – Shinedown

Very Good Advice – Robert Smith

Tea Party – Kerli

The Technicolor Phase – Owl City

The Poison – The All American Rejects

Painting Flowers – All Time Low


A ordem que ouço varia conforme o dia e a situação do meu interior, mas estas sete canções não podem faltar em meus ouvidos atualmente. Sinceramente? É onde eu encontro inspiração para viver, afinal eu não vivo sem música e novas descobertas são sempre bem-vindas.

É! Conforme previsto, Alice in Wonderland de Tim Burton apenas contribuiu para a minha vida cultura… Eu realmente não poderia estar mais feliz!


”Nothing will be what it is, because everything will be what it isn’t”


Alice se agachou entre as árvores como pôde, pois seu pescoço ficava se enganchando entre os galhos e, vez por outra, tinha de parar e desembaraçá-lo. Passado algum tempo, lembrou-se de que ainda tinha pedaços do cogumelo nas mãos, e pôs-se ao trabalho com muita aplicação, mordiscando primeiro um e depois o outro, ficando às vezes mais alta às vezes mais baixar, até conseguir se ajustar à sua altura normal.

Fazia tanto tempo que nem se aproximava do tamanho certo que, no começo, aquilo pareceu bastante estranho; mas se acostumou e, alguns minutos depois, começou a conversar consigo mesma como de hábito. “Pronto, metade do meu plano está cumprida! Como todas essas mudanças desorientam! Nunca sei ao certo o que vou ser de um minuto para o outro! Seja como for, voltei para o meu tamanho; o próximo passo é ir àquele bonito jardim… como será que vou conseguir isso?”

Lewis Carroll em Aventuras de Alice no País das Maravilhas


“Ficou ali sentada, os olhos fechados, e quase acreditou estar no País das Maravilhas, embora soubesse que bastaria abri-los e tudo se transformaria em insípida realidade… a relva só farfalharia ao vento, e as águas da lagoa só se encrespariam ao ondular dos juncos… as xícaras de chá tilintantes se transformariam no tinir dos sinos das ovelhas, e os gritos agudos da Rainha na voz do pastorzinho… e os espirros do bebê, o guincho do Grifo, e todos os outros barulhos esquisitos se converteriam (ela sabia) no alarido do movimentado terreiro da fazenda… enquanto os mugidos do gado à distância iriam tomar o lugar dos soluços tristes da Falsa Tartaruga”


Lewis Carroll em Aventuras de Alice no País das Maravilhas

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