“You live, you learn
You love, you learn
You cry, you learn
You lose, you learn
You bleed, you learn
You scream, you learn”
You Learn – Alanis Morissette
Entreguei à minha dissertação de mestrado em 27 de agosto de 2010, uma sexta-feira! Logo em seguida, minha vida sofreu grandes mudanças/acontecimentos: comecei a namorar, comecei a procurar emprego, meu dinheiro acabou, sofri o acidente de quadriciclo, passei os 40 dias de repouso no litoral e arrumei um emprego! Ufa! Basicamente minha vida virou de pernas para o ar e deu uma volta de 180º.
Então, quando fui defender minha dissertação para uma banca avaliadora na manhã de 2 de dezembro, uma quinta-feira, me sentia uma estranha! Vivi dois anos na PUC, lendo, estudando e descobrindo todo um universo novo. Mas os três meses que separaram o fim de minha vida universitária e a defesa de minha dissertação foram realmente impactantes. Em compensação, eu precisava de um encerramento verdadeiro, de um desfecho real para uma fase tão rica e importante de minha construção enquanto ser humano.
Nos três meses que antecederam minha defesa, confesso que nem peguei a minha dissertação – foram tantos acontecimentos que nem tive tempo de lembrar dela. Então, a dividi em duas partes: li uma parte na noite anterior e a outra, na quinta-feira bem cedo. Obviamente, nesta leitura, encontrei 5 errinhos de digitação – algo que evidenciou todo o nervosismo que eu estava sentindo. Mas tentei pensar em meu orientador e em sábios conselhos, optando apenas por circulá-los e levá-los anotado para qualquer tipo de argumentação com a banca.
Às 11h30, com meia hora de atraso, começou a minha defesa! Na banca de avaliação, meu querido orientador, a professora da primeira disciplina que fiz na PUC e uma professora convidada da USP. Na platéia, meus pais, minha irmã, meus avós, o namorado, uma querida amiga da faculdade (Fabi!) e alguns importantes colegas de COS. E eu, que antes estava um poço de nervosismo e ansiedade, encontrei a minha paz e a força necessária para defender um tema que já fazia parte de minha essência e de minha vida.
Por mais incrível que pareça, a banca, que era para defender minha dissertação, se tornou um grande bate-papo, com considerações importantes e muito elogios. Foi tranqüilo demais! Tanto que, quando saímos da sala, para a banca deliberar a minha nota, minha mãe e minha avó já choravam! Fofura! Elas realmente ficaram emocionadas ao ver que meu trabalho estava bom e que o mesmo não havia recebido muitas críticas!
Na hora da nota, comoção geral: um belo 10! Depois disso, foram lágrimas, sorrisos, aplausos, fotografias, abraços e, com certeza, muito carinho! Sentia-me realizada! Sabia que todo o esforço tinha valido a pena e que o meu aprendizado havia se tornado completo! É aquela eterna sensação de “melhor, impossível!” e, principalmente, de ter correspondido à expectativa de todos – nunca vou esquecer-me do brilho nos olhos dos meus pais naquele dia.
Para encerrar esta manhã mágica, alguns telefonemas importantes e um almoço na Krystal Chopps, um restaurante já presente em minha vida muito antes de me imaginar na vida acadêmica! Sim! Uma deliciosa fase de minha vida havia se encerrado e teve um encerramento melhor do que eu poderia imaginar!
Felicidade é a sensação que melhor define este momento de minha vida!


1 comentário
Comentários feed para este artigo
16/06/2011 às 08:38
Sensação de Insegurança! « Muito Mais Sentimental!
[...] sim, mestrado e doutorado têm diploma também e ele é L-I-N-D-O (todo trabalhado)! Na verdade, no dia da minha defesa, dei entrada na papelada de final de pós-graduação: certificado de conclusão, histórico e [...]