You are currently browsing the daily archive for 30/06/2010.
“Because you’re not in love
There’s no way you possibly could
You shouldn’t even like this
You just like the way it looks
If this is the end, and what’s done is done
Then I won’t have to keep hurting anyone”
Not In Love – Olin & The Moon
Sabe aquela velha história de “devo, não nego e pago quando puder”? Então, é mais ou menos assim que me sinto em relação a este texto que publico agora. Explicando melhor: estava devendo há algum tempo este post sobre o final da sétima temporada de One Tree Hill, mas só agora – no finalzinho de junho! – pude sentar tranqüilamente na frente no computador e ver os últimos quatro episódios.
Bom, antes de fazer qualquer comentário, preciso dizer que adoro One Tree Hill – acho que isso já ficou bem explicado em meus outros posts sobre a série, não?! Mas, apesar disso, preciso dizer que sinto muito a falta da Peyton Sawyer e do Lucas Scott. Sim! Eles eram os protagonistas da série e a saída deles, neste sétimo ano, gerou um buraco horrível na trama e fez com que novas personagens e sub-tramas fossem empurradas goela abaixo… Com isso, todo o drama, os triângulos amorosos e a história que construiu os pilares do seriado foram deixados de lado. E confesso que, acompanhar este processo, foi bem triste e dolorido.
Feito o momento desabafo – eu realmente precisava compartilhar isso! -, preciso reconhecer que esta sétima temporada também teve os seus méritos e lidou até que bem com a saída dos principais protagonistas. É bem verdade que poucas referências foram feitas a eles e que ficaram devendo uma explicação melhor, mas acho que dentro do possível conseguiram fazer um ano interessante.
Pesaram a mão nas obsessões, nas loucuras e no ciúme das personagens. Tudo bem que estes elementos fazem parte do universo de One Tree Hill, mas está ficando um pouco repetitivo e eu, pelo menos, já estou me cansando em ver pessoas deprimidas, com corações partidos e fazendo sexo para esquecer os problemas. A série tem potencial para mais – é só ver como a quinta e a sexta temporada tiveram conflitos muito mais densos, apesar de cair um pouco nestes clichês psicológicos.
Achei bem legal que a trilha-sonora continua a ser um ponto forte de cada episódio e, além de dar um toque especial nas cenas, contribuíram ativamente para o desenrolar das histórias. Também gostei bastante de ver o amadurecimento da Brooke Davis (sempre linda!). Como já escrevi em outra ocasião, já estava cansada de vê-la sofrer e é bom saber que os roteiristas finalmente acalmaram as loucuras sentimentais da personagem e, após fazerem ela sofrer mais um pouco, garantiram alguns momentos de romance e sorriso para ela… Ufa! Ainda bem! Tanto sofrimento já estava cansando.
Não gostei da inserção da mãe da Haley James Scott e do drama por conta da doença dela, dos conflitos com entre as irmãs da família James e da depressão da esposa de Nate Scott nos últimos capítulos. Achei que forçaram demais a barra e tentaram empurrar algo que, até então, nunca tinha sido nem mencionado na história. Não gostei também da aparição da Miranda, para cuidar da Red Bedroom Records, e da descoberta do barman Mike Grubbs. Nada contra ele – na verdade, acho que ele se encaixa bem na linha do seriado e teria muito potencial a ser desenvolvido -, mas este romance foi meio fake e bem exagerado.
No resto, acho que alguns personagens se perderam e, em algum momento, foram esquecidos ou tratados de forma leviana e totalmente sem consideração. Millicent, Marvin e Skills são belos exemplos disso. Ficou tudo tão superficial e estranho. Apareciam e desapareciam a cada episódio e pareciam apenas preencher lacunas da história. Seus problemas não foram evidenciados e os conflitos vividos pelas personagens deixaram de ser importantes e se tornaram totalmente secundários.
Apesar disso tudo, preciso reconhecer que gostei bastante do season finale. Acho que os roteiristas acharam o tom certo e, naqueles 43 minutos, me senti como se tivesse voltado no tempo – era o clima dos primeiros episódios do One Tree Hill, com a dose certa de drama, romance, comédia, música e suspense para os capítulos futuros. Só faltou mesmo a participação do Lucas e da Peyton para ser um capítulo basicamente perfeito. Mas, apesar disso não ter acontecido, assumo que conseguiram superar (e muito!), as minhas expectativas e me deixaram animada.
Enfim… Passados estes 22 episódios, no qual o período de hiato trouxe a possibilidade de cancelamento – a mesma que se dissipou no final de abril -, o jeito é esperar pela oitava temporada e torcer para que os roteiristas façam um bom trabalho. Afinal, conforme a fofa da Sophia Bush comentou em seu Twitter, esta será a última temporada do seriado e eu, sinceramente, gostaria de ver este programa encerrar no auge… Porque será assim que eu me lembrarei dele!

