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“Because you’re not in love
There’s no way you possibly could
You shouldn’t even like this
You just like the way it looks
If this is the end, and what’s done is done
Then I won’t have to keep hurting anyone”

Not In Love – Olin & The Moon



Sabe aquela velha história de “devo, não nego e pago quando puder”? Então, é mais ou menos assim que me sinto em relação a este texto que publico agora. Explicando melhor: estava devendo há algum tempo este post sobre o final da sétima temporada de One Tree Hill, mas só agora – no finalzinho de junho! – pude sentar tranqüilamente na frente no computador e ver os últimos quatro episódios.

Bom, antes de fazer qualquer comentário, preciso dizer que adoro One Tree Hill – acho que isso já ficou bem explicado em meus outros posts sobre a série, não?! Mas, apesar disso, preciso dizer que sinto muito a falta da Peyton Sawyer e do Lucas Scott. Sim! Eles eram os protagonistas da série e a saída deles, neste sétimo ano, gerou um buraco horrível na trama e fez com que novas personagens e sub-tramas fossem empurradas goela abaixo… Com isso, todo o drama, os triângulos amorosos e a história que construiu os pilares do seriado foram deixados de lado. E confesso que, acompanhar este processo, foi bem triste e dolorido.

Feito o momento desabafo – eu realmente precisava compartilhar isso! -, preciso reconhecer que esta sétima temporada também teve os seus méritos e lidou até que bem com a saída dos principais protagonistas. É bem verdade que poucas referências foram feitas a eles e que ficaram devendo uma explicação melhor, mas acho que dentro do possível conseguiram fazer um ano interessante.

Pesaram a mão nas obsessões, nas loucuras e no ciúme das personagens. Tudo bem que estes elementos fazem parte do universo de One Tree Hill, mas está ficando um pouco repetitivo e eu, pelo menos, já estou me cansando em ver pessoas deprimidas, com corações partidos e fazendo sexo para esquecer os problemas. A série tem potencial para mais – é só ver como a quinta e a sexta temporada tiveram conflitos muito mais densos, apesar de cair um pouco nestes clichês psicológicos.

Achei bem legal que a trilha-sonora continua a ser um ponto forte de cada episódio e, além de dar um toque especial nas cenas, contribuíram ativamente para o desenrolar das histórias.  Também gostei bastante de ver o amadurecimento da Brooke Davis (sempre linda!). Como já escrevi em outra ocasião, já estava cansada de vê-la sofrer e é bom saber que os roteiristas finalmente acalmaram as loucuras sentimentais da personagem e, após fazerem ela sofrer mais um pouco, garantiram alguns momentos de romance e sorriso para ela… Ufa! Ainda bem! Tanto sofrimento já estava cansando.

Não gostei da inserção da mãe da Haley James Scott e do drama por conta da doença dela, dos conflitos com entre as irmãs da família James e da depressão da esposa de Nate Scott nos últimos capítulos. Achei que forçaram demais a barra e tentaram empurrar algo que, até então, nunca tinha sido nem mencionado na história. Não gostei também da aparição da Miranda, para cuidar da Red Bedroom Records, e da descoberta do barman Mike Grubbs. Nada contra ele – na verdade, acho que ele se encaixa bem na linha do seriado e teria muito potencial a ser desenvolvido -, mas este romance foi meio fake e bem exagerado.

No resto, acho que alguns personagens se perderam e, em algum momento, foram esquecidos ou tratados de forma leviana e totalmente sem consideração. Millicent, Marvin e Skills são belos exemplos disso. Ficou tudo tão superficial e estranho. Apareciam e desapareciam a cada episódio e pareciam apenas preencher lacunas da história. Seus problemas não foram evidenciados e os conflitos vividos pelas personagens deixaram de ser importantes e se tornaram totalmente secundários.

Apesar disso tudo, preciso reconhecer que gostei bastante do season finale. Acho que os roteiristas acharam o tom certo e, naqueles 43 minutos, me senti como se tivesse voltado no tempo – era o clima dos primeiros episódios do One Tree Hill, com a dose certa de drama, romance, comédia, música e suspense para os capítulos futuros. Só faltou mesmo a participação do Lucas e da Peyton para ser um capítulo basicamente perfeito. Mas, apesar disso não ter acontecido, assumo que conseguiram superar (e muito!), as minhas expectativas e me deixaram animada.

Enfim… Passados estes 22 episódios, no qual o período de hiato trouxe a possibilidade de cancelamento – a mesma que se dissipou no final de abril -, o jeito é esperar pela oitava temporada e torcer para que os roteiristas façam um bom trabalho. Afinal, conforme a fofa da Sophia Bush comentou em seu Twitter, esta será a última temporada do seriado e eu, sinceramente, gostaria de ver este programa encerrar no auge… Porque será assim que eu me lembrarei dele!

“When I get older I will be stronger
They’ll call me freedom
Just like the a waving flag
The a waving flag [3x]
Oh, oh, oh”

Wavin’ Flag (Coca Cola Celebration Mix) – K’naan



Digam o que quiserem, mas eu gosto de Copa do Mundo… Não tem jeito! Não sei explicar o porquê – talvez seja herança do meu pai ou eu seja facilmente influenciada pela cultura de massa -, mas gosto torcer pelo meu país, acompanhar o jogo das outras seleções, esquematizar as tabelas para os jogos finais, ficar naquela ansiedade básica, encontrar meios de acabar com o delay da tevê, ter companhia nos jogos e ficar falando sobre os mesmos em qualquer situação social. Acho tudo isso muito divertido!

A seleção brasileira, por não ter perdido nenhum jogo na primeira fase (ganhou de Coréia do Norte e Costa do Marfim, além de empatar num desanimador jogo contra Portugal), conquistou o primeiro lugar no Grupo G. Com isso, precisou enfrentar o Chile (o segundo lugar no Grupo H) nas oitavas de final. As estatísticas, a história e as superstições estavam do nosso lado, mas futebol vai muito além disso e depende apenas de bola na rede, bons passes, sintonia entre os jogadores, concentração e jogadas bonitas.

Para animar as torcidas, este jogo foi animado e bastante disputado. O Chile teve bons passes, ficou bastante com a bola, tentou armar bons ataques, cometeu algumas boas faltas e mostrou-se disposta a ganhar. Infelizmente, não conseguiu finalizar muitas de suas jogadas e viu o placar encerrar em 3×0 para a seleção verde e amarela.

No Brasil, a semana começou bem. Em plena segunda-feira, jogo da seleção à tarde é sinal de um descanso a mais. Todo mundo parou só para acompanhar este importante jogo. As ruas ficaram basicamente vazias e os grupos de amigos, vizinhos, colegas de trabalho ou desconhecidos mesmo se reuniram para ver o jogo e torcer. No meu caso, tive uma companhia muito especial – o carinho mais gostoso que existe na face da Terra. Sem muito barulho, mas com muita conversa e risadas, acompanhei a vitória brasileira me sentindo muito feliz… Com isso, o meu começo de semana foi melhor do que eu poderia imaginar e a prova final do meu inglês, que fiz em seguida do jogo (na combinação mais infeliz que existe!), foi muito tranqüila.

Agora, é só esperar pelo jogo das quartas de final contra a Holanda – um time forte -, naquele que está sendo cotado como um ‘duelo tradicional’ pela mídia especializada. No histórico dos confrontos entre os dois países, o equilíbrio prevalece, com leve superioridade brasileira. Foram nove jogos no total, com três vitórias sul-americanas, quatro empates e duas derrotas. Pelo jeito, mais um jogo que será muito esperado e assistido pelo mundo todo!



“And as the years go by,
Our friendship will never die
You’re gonna see it’s our destiny
You’ve got a friend in me
You’ve got a friend in me
Yeah You’ve got a friend in me”

You’ve Got a Friend In Me – Randy Newman



Andy Davis cresceu e, agora com 17 anos, se prepara para ingressar uma universidade. Com esta mudança, seus brinquedos – abandonados num velho baú nos últimos tempos – precisam lidar com a incerteza de seus futuros e com a possibilidade de morarem no sótão nos próximos anos. Mas, graças a uma confusão (cheia de momentos de tensão e boas risadas), o cowboy Woody, o astronauta Buzz Lightyear e todos os outros brinquedos são levados para uma creche, onde encontram amigos, inimigos e aventura, sempre na busca por um novo lar para viver.

Este é apenas o começo de Toy Story 3, a nova animação da Pixar. Com o roteiro de Michael Ardnt (A Era do Gelo) e Andrew Stanton (Wall-E), o filme toca facilmente o coração do espectador, especialmente de adultos e adolescentes – geração que acompanhou as duas primeiras aventura destes brinquedos nas telas do cinema. Apesar de ter muito humor e ser cheio de conflitos e tensão, é uma trama profundamente melancólica, triste e que emociona por abordar temas universais, como a amizade, o amor, a despedida e até mesmo a morte.

Os novos personagens encontram o tom perfeito para transitar na história. Mas os grandes destaques são, sem sombra de dúvida, Ken (com seu jeito duvidoso!) e Lotso (um urso rosa com cheiro de morango). Estes dois conseguem despertar ambíguos sentimentos, ou seja, ao mesmo tempo em que protagonizam piadas adultas, vivem passagens recheadas de conflitos e dramas que vão além da compreensão de uma mera criança. Outro brinquedo que possui um grande toque de genialidade (mas que não é muito explorado), é o palhaço que vive no quarto da pequena Bonnie. Ele é o responsável por esclarecer a grande confusão da creche Sunnyside e, para isso, não hesita em abusar de feições tristes e infelizes… É muito bom!

Neste último final de semana, Toy Story 3 estabeleceu novos recordes para a Pixar, fazendo uma das melhores marcas do estúdio. Mundialmente, segundo a revista norte-americana Variety, a animação alcançou os US$ 153,8 milhões. A terceira aventura de Woody, Buzz e seus amigos superou as arrecadações de lançamento de Os Incríveis (2004; US$ 70,5 milhões) e Procurando Nemo (2003; US$ 70,3 milhões), dois últimos recordes da produtora. Só nos Estados Unidos o filme está em mais de 4 mil salas de projeção.

Não dá para negar! Toy Story 3 é sim um grande sucesso e o carisma da história está repercutindo nos valores arrecadados nas salas de cinema ao redor do mundo. Diante de um roteiro tão bom, é basicamente impossível não se afeiçoar com a trajetória de vida destes simpáticos brinquedos, apaixonados por seu dono, mas cientes de que o adeus é praticamente inadiável. A separação é sim inevitável e, com ela, há uma dor profunda que qualquer ser humano conheceu em algum momento de sua vida. Por isso que, entre risadas e muitos sustos, os olhos se enchem de lágrima e a emoção contagia o público.

Ou seja, mais uma animação Pixar que vale muito a pena conferir!



Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.

Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.

Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.

E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre -
Esse rio sem fim.

Entre O Sono E Sonho – Fernando Pessoa


Diz-se que o final de semana foi feito para se cansar e não para descansar! Confesso que, quando ouvi esta máxima, pela primeira vez, estranhei muito e até discordei um pouco… Afinal, já passei muitos finais de semana hibernando e fingindo que o mundo ale do meu quarto não existia. Mas hoje em dia já percebo que, pensando deste jeito, a vida fica muito mais divertida e cheia de boas recordações!

Seguindo esta linha de raciocínio, o sábado foi uma ótima continuação da deliciosa sexta. Teve festa junina lá no Morumbi (com MUITA comida boa e gorda), algumas voltas de carro em Taboão da Serra (a gente se perdeu um pouco!!!), pessoas queridas e importantes, trânsito pesado na Teodoro Sampaio, caminhada rápida até o metrô, carinhos e conversas até a zona Leste, Beatles Rock Band, divertidos jogos do Nintendo Wii, esfiha de chocolate, vinho, música dos Raimundos e a lua cheia iluminando o percurso de volta.

Quando deitei na cama, em pleno começo da madrugada, estava bem cansada e louca para fechar os olhos e sonhar um pouco com tudo de bom que eu tinha vivido. Em compensação, estava feliz e realizada. Meu final de semana tinha valido a pena pelos últimos dois dias e eu sabia que esta seria mais uma boa lembrança do final do primeiro semestre de 2010.



“E pela minha lei, a gente era obrigado a ser feliz…”

“Dressed up to the eyes
It’s a wonderful surprise
To see your shoes and your spirits rise
Throwing out your frown
And just smiling at the sound
And as sleek as a shriek
Spinning round and round
Always take a big bite
It’s such a gorgeous sight
To see you eat in the middle of the night
You can never get enough
Enough of this stuff
It’s Friday I’m in Love”

Friday I’m In Love – The Cure



Nada melhor do que quebrar a rotina numa sexta-feira… Assistir ao jogo do Brasil na Copa do Mundo logo de manhã, ver fotos antigas, comer pão de queijo e mini churros de doce de leite, dormir no meio da tarde, dar muita risada, jogar clássicos no celular e encerrar o dia num delicioso rodízio de comida japonesa! Tudo isso acompanhado de boa música, muita conversa, olho no olho e uma sensação que jamais poderá ser traduzida em palavras! Basicamente simples, mas muito bom e divertido!


Porque a vida é feita de pequenas felicidades que não podem ser explicadas numa lógica basicamente racional!

“O tempo é o melhor autor; sempre encontra um final perfeito”

Charles Chaplin



Eu entrei no ônibus – o mesmo ônibus que eu peguei nos últimos dois anos -, sentei num banco escondido ao fundo e chorei baixinho. Acompanhada de minhas lembranças, de algumas mensagens carinhosas via celular e das incertezas de um futuro próximo, me lembrei de cada pessoa que conheci, das alegrias, dos aprendizados, das risadas, das crises nervosas, dos livros e textos lidos, de cada aula, das conversas, dos intervalos e da sensação de estar no lugar certo.

Chorei por tudo aquilo que não tive tempo de fazer, pelas pessoas que foram embora sem se despedir, pelo aprendizado que não consegui ter, pelas palestras que não assisti, pelas bancas de defesa que não acompanhei, pelas palavras que não escrevi, pelas apresentações em que o nervosismo predominou, pelas noites que fiquei em claro, pela ilusão de nunca ficar sozinha e pelos sonhos eu morreram pela falta de coragem para torná-los reais.

Dentro de mim, havia um misto de sentimentos. Alívio por conseguir chegar inteira ao final dos quatro semestres, medo por tudo aquilo que eu desconhecia do meu novo caminho, saudade dos corredores acadêmicos, arrependimento por tudo o que deixei de fazer e ansiedade por saber que teria que encerrar, de vez, a minha pesquisa. Apesar disso, no fundo, eu sabia que não podia desabar. Pelo contrário, eu precisava continuar… Uma fase terminar na certeza de que uma nova começaria quando eu menos esperasse!

Com isso, enxuguei minhas lágrimas e desci do ônibus… Precisava ainda enfrentar a minha última aula!

 

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