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“Oh yes I am wise
But it’s wisdom born of pain
Yes, I’ve paid the price
But look how much I gained
If I have to, I can do anything
I am strong (strong)
I am invincible (invincible)
I am woman”

I Am Woman – Helen Reddy



Depois de alguns trailers, muitas expectativas e críticas variadas, o filme Sex And The City 2 finalmente chegou aos cinemas brasileiros na sexta-feira, dia 28. Como não poderia deixar, as meninas e eu estávamos um tanto curiosas para assisti-lo e, diferentemente da vez passada, queríamos aproveitar o final de semana de estréia para evitar possíveis spoilers ou inconciliações futuras entre nossas agendas. Por conta disso, resolvemos dedicar o final da nossa tarde de domingo para um programinha basicamente de mulherzinha. Mais adequado impossível, né?!

Jantamos (mesmo que rapidamente!), colocamos a fofoca em dia, matamos a saudade e fomos ao cinema: as quatro reunidas para ver o retorno cinematográfico das quatro amigas mais conhecidas de Nova Iorque. Comento o filme com mais detalhes em outra ocasião, mas posso dizer que eu simplesmente adorei… Aliás, todas nós adoramos demais. Foram 140 minutos de boas risadas, suspiros, revoltas, comentários sobre os figurinos e boas surpresas. O melhor é que todos que estavam naquela sala pareciam ter a mesma reação, então todos estavam muito à vontade e havia uma certa descontração no ar.

A seção, obviamente, estava basicamente lotada e, como nos atrasamos um pouco para entrar, pegamos lugares apenas na segunda fileira – muito perto da tela. No começo, foi meio estranho e um tanto quanto desconfortável, mas, no meio da história, já me sentia no meio daquilo tudo e confesso que esqueci qualquer aflição inicial. E, olha, o filme foi muito divertido e relativamente surpreendente – apesar de ser suspeita para comentar, valeu muito a pena vê-lo!

Na hora de voltar para casa, como não poderia deixar de ser, resolvemos caminhar pela Avenida Paulista. Queríamos comentar tudo o que tínhamos visto, dar nossas opiniões, criticar possíveis falhas e, acima de tudo, curtir mais um tempo juntas. Afinal, quando estamos juntas, assunto não falta e sempre sentimos saudades uma das outras, por mais que nos vejamos geralmente toda semana.

Preciso reconhecer que é um fato irrefutável de que adoro (adoro MUITO!) encontrar os meus amigos – seja para sair para beber, para ir ao cinema, para jantar ou, simplesmente, para andar um pouco. Como já expressei aqui em diversas ocasiões, sou muito grata pelas pessoas carinhosas que me rodeiam e, sem sombra de dúvida, sou um ser humano muito melhor porque sou muito amada e amo demais aqueles que conquistam um lugar especial em meu coração.

A minha noite de domingo foi apenas um belo exemplo disso!


Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda: eu simplesmente adoro este quarteto!

“Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que ‘normalidade’ é uma ilusão imbecil e estéril”

Oscar Wilde



Reunir o Quarteto Fantástico é sempre muito bom… Na verdade, é bom demais! Os anos podem passar, mas quando nos reunimos, voltamos àquela boa sensação que vivíamos nos tempos de faculdade. É incrível como conseguimos falar de assuntos sérios e bobagens quase que simultaneamente, sempre intercalando com novidades e os velhos comentários. Afinal, velhos hábitos não mudam tão facilmente!

Cada um tem sua vida agora, com seus horários, seus compromissos e suas agendas. Para nos vermos é aquela maratona: milhões de e-mails, várias sugestões e algumas adequações. Mas, não tem jeito, quando dá certo, é muito bom e engraçado. Nos primeiros encontros, nos acabávamos de beber e, quase todos, passavam muito mal. Mas, novamente, o tempo passou e, agora, sabemos nos controlar e aproveitar a ocasião para conversar bastante, colocar as fofocas em dia e, principalmente, comer bastante… Na verdade, temos uma forte tendência a nos dedicarmos à gula!

Quando estamos juntos, o tempo passa muito rápido e não percebemos! O assunto não se esgota e sempre fica aquela louca sensação de que não falamos tudo o que precisava. Eu, pelo menos, sempre volto para casa sempre fazendo a listinhas de tópicos que esqueci de comentar e, mesmo que triste pelo meu esquecimento, fico feliz de isso acontecer. Porque, aí, tenho a certeza de que sempre nos veremos (mesmo que demore um pouco!) e de que nunca ficaremos cansados ou enjoados destes poucos e quase que raros encontros.

Atualmente, dividimos nossos encontros de sábado ao lado do André, o principal agregado ao Quarteto Fantástico, e de novos e queridos amigos. E isso é realmente muito legal, porque conseguimos agregar os outros, sem jamais perder aquilo tudo que nos mantém unidos e amigos de alma. Com certeza, os momentos maldades e as piadas internas são as melhores partes destas reuniões e o mais legal de tudo é que todos chegam a um consenso quando o tópico da conversa é este… É! Realmente o tempo não muda certas características.

Depois de reencontrá-los, posso falar com tranqüilidade que estas três pessoas me completam e, como já afirmei em diversas ocasiões, sou um ser humano muito melhor por tê-los como meus amigos. Só posso agradecer à vida por ter unidos os nossos caminhos e, principalmente, por ter nos dado a grande oportunidade de nos descobrirmos no período em que andávamos pelos corredores de uma certa faculdade da Avenida Paulista.


Mais uma reunião etílica numa noite de sábado!

“Quem olhar nos olhos
Vê bares e sedução
Num canto escuro
Pequenos goles de solidão
A noite esclarece o que o dia escondeu…
O que o dia escondeu…”

Todas as Noites – Capital Inicial



A semana foi bem tumultuada, não dá para negar! Vários acontecimentos, muitos pensamentos, uma boa crise de TPM, noites de insônia, frustrações diversas, problemas com provas no inglês, bancas de defesa de alguns colegas e uma ótima sensação que começa a perturbar deliciosamente a alma. No meio disso tudo, a sexta-feira chegou sem eu perceber… E, felizmente, foi um dia muito bom!

Tudo começou com um delicioso almoço no Outback do Shopping Bourbon, uma Quick-Massage para desestressar com classe, um cafezinho com bomba de avelã e muita conversa com uma querida colega da PUC. Basicamente, uma manhã e um começo de tarde bem diferente do que estou acostumada, numa realidade quase que alternativa. Mas preciso confessar que foi algo gostoso – na verdade, foi melhor do que eu esperava e consegui aproveitar bastante.

Já à noite, foi a vez de comemorar o aniversário do Fred no Opção da Paulista! Imagina uma noite muito divertida, ao lado de pessoas especiais, legais e engraçadas, muita conversa, algumas risadas e, tudo isso, acompanhado de cerveja? Então, minha noite foi assim… De verdade? Terminei a noite com dor na bochecha de tanto sorrir e dar risada. Só posso dizer que foi muito divertido mesmo!

Para terminar, uma carona não programada (adoro!), uma rápida passada na casa da Talita (com direito a ver o Fígaro!) e uma reunião totalmente inesperada no banheiro de minha casa com a Carol e com o Jorge… Hahahaha! Plena madrugada e nós três lá, conversando sobre assombrações, viagens para o exterior e cuidando dos efeitos etílicos de todas as cervejas que foram consumidas no decorrer da noite!

Sério! Como não amar um dia assim? Simplesmente fenomenal!


Diálogo de final de noite:

Ele - “Você devia fazer uma vídeo-aula sobre isso!”
Ela -
“Uma viola?”

(Tudo isso no banheiro da minha casa!)


Porque é preciso ver a sombra para se reconhecer a luz… Porque é preciso viver a dor para se reconhecer a alegria… Porque é preciso enfrentar a solidão para se reconhecer a amizade… Porque é preciso sofrer a indiferença para se reconhecer o amor… Porque é preciso saber da morte para se reconhecer a vida!

Parte 02 – Magalice no País das Melancias



Seguindo a tendência de adaptações de Alice no País das Maravilhas para o mundo dos quadrinhos, a Mauricio de Sousa Produções e a Panini Comics lançaram a fenomenal revistinha Magalice no País das Melancias. A simpática paródia faz parte da coleção Clássicos do Cinema e apresenta os personagens da Turma da Mônica numa criativa releitura da famosa obra de Lewis Carroll.

O HQ é formado por três historinhas: Magalice no país das Maravilhas, Minha Festa de Desaniversário e Cebolinha no Parque das Maravilhas – todas muito claras/diretas (o nonsense aqui é descartado) e especificamente voltadas para um público mais infantil. Os personagens principais estão lá (Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão) e alternam suas relações com os elementos carrollianos. Aliás, é muito interessante observar como  as narrativas apresentadas lidam com a obra em que é inspirada.

Por exemplo, em Magalice no país das Maravilhas, o leitor é convidado a ver a história da gulosa menina que, seguindo seu gato Mingau, acaba em universo bem estranho e fora do comum: cheio de melancias vivas, charadas, um gato que tem medo de água, uma tirana rainha que não poupa o seu coelho para punir seus súditos e dois amigos loucos que não entendem nada de chá da tarde. Já em Minha Festa de Desaniversário, Magali cria uma historinha para desencorajar Dudu, seu primo menor, de comemorar seu desaniversário todo santo dia. O menino só pensa nisso porque assistiu ao filme Alice no País das Maravilhas e fica animado com a possibilidade de uma comemoração sem fim. Finalmente em Cebolinha no Parque das Maravilhas, o garotinho de cabelos espetados se vê dentro de um País das Maravilhas que, na verdade, são as instalações do Parque da Mônica. Sem entender o que está acontece, encontra seus amigos vestidos com fantasias nada convencionais.

Ou seja, em momento algum, há uma pretensão em recontar as aventuras de Alice Liddell. Pelo contrário, parte-se do pressuposto de que o leitor (ou no caso, a criança) conhece, mesmo que minimamente, a clássica história de Lewis Carroll e brinca-se em cima disso. Com isso, a leitura se torna extremamente agradável e divertida – os quadrinhos seguem o padrão conhecido da Turma da Mônica e não perdem, um minuto sequer, o humor inocente e simples.

Clássicos do Cinema 19 – Magalice no País das Melancias é uma publicação da Panini Group e tem 48 páginas, no formato 19 x 27,5 cm e custa R$ 5,50. Em minha opinião, vale muito a pena conferir – nem que seja para relaxar e esquecer as preocupações do mundo num breve período de tempo!


“Coelhem a cabeça dele! Coelhem a cabeça dele!”

“Ando tão à flor da pele
Qualquer beijo de novela
Me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que teu olhar “flor na janela”
Me faz morrer
Ando tão à flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de nem ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele
Tem o fogo
Do juízo final…”

Flor da Pele – Zeca Baleiro



Deitei na cama naquele começo de madrugada, estava bem cansada e sabia que precisava dormir. O próximo dia seria movimentado e eu precisaria me dedicar arduamente a ele. Mas nada disso adiantou! Pela quarta vez seguida o sono não veio! Fiquei lá, deitada embaixo das cobertas quentes, vendo televisão – nada muito importante para fazer o sono chegar mais rápido. Confesso que até usei alguns minutos para lixar as minhas unhas da mão, numa frustrada tentativa de usar aquele tempo de forma útil!

Mas não deu certo! Nada adiantou e, conforme o tempo foi passando, mais cansada eu ficava e mais acordada eu estava.  A minha cabeça estava a mil por hora. Era tanta coisa que eu pensava que, de verdade, nem sabia o que estava pensando. Eram análises, programações, contas, recordações e interpretações – tudo junto e misturado. Eu estava uma bagunça! Meus sentimentos percorriam as veias de meu sangue num misto de adrenalina e medo. Juro que eu tentava entender tudo o que estava acontecendo dentro mim, mas não era possível.

Por volta das 4 da manhã, resolvi vagar pelo apartamento vazio e escuro – achei que me faria bem sair do quarto (estava me sentindo sufocada lá dentro). Na medida do possível, adiantei alguns afazeres domésticos. Arrumei a mesa do café da manhã, separei a roupa que eu usaria dia seguinte, organizei o meu material de estudo, li algumas anotações e tentei ocupar minha mente com pensamentos mais concretos e específicos. Algumas horas mais tarde, o sono veio – meio tumultuado, cheio de sonhos estranhos e bizarros -, mas, pelo menos, pude descansar um pouco…

É! Acho que pensar demais não é muito saudável de vez em quando!

“This is the way it ends
Don’t tell me it’s meaningless
There’ll be no compromise
We fall in we too shall rise
You held me and taught me how
I think I am ready now
If this is the way it ends
This is the way it’s meant to be”

The Way It Ends –  Landon Pigg



Conforme já comentei por aqui, a sexta temporada de Grey’s Anatomy, felizmente, superou as minhas expectativas e, lidando com vários imprevistos e algumas baixas no elenco, conseguiu se sair muito bem apresentando uma trama densa e enredada. Surpresas não faltaram, assim como muito romance, expectativa, suspense e uma boa dose de drama. Com tudo isto, o season finale foi muito aguardado e todos os fãs, assim como eu, estavam curiosos para ver o que Shonda Rhimes havia programado.

Novamente, minhas expectativas superadas e eu fiquei muito feliz com o que presenciei nas duas horas seguidas para encerrar este sexto ano da série. Sim! Shonda Rhimes estava realmente inspirada e, seguindo o excelente final de Private Practice, emoções não faltaram. Aliás, os dez primeiros minutos do episódio duplo que vazaram na internet dias antes da exibição da ABC já davam conta de que este seria um marco na vida de todos – das personagens e das fãs do programa.

Um atirador, um viúvo extremamente ressentido, invade o hospital procurando vingança e não poupa balas para extravasar sua dor. Com isso, dois protagonistas e vários coadjuvantes morrem, outros vários personagens ficam seriamente feridos e os poucos sobreviventes precisam lutar por suas vidas, enquanto tentam salvar os outros. É aquela velha história: cada um com seu drama pessoal e, ao mesmo tempo, todos unidos por um bem maior.

Como bem pontuo a Vana Medeiros em um texto completamente apaixonado e emocionado, neste caso o importante não foi a história contada e sim, a forma como isto ela foi contada. E, neste ponto, Shonda Rhimes não deixou dúvidas: mostrou que sabe fazer muito bem o seu trabalho e que pode surpreender a todos quando ela bem quiser. Afinal, lágrimas, suspiros, gritos e falta de ar foi o que não faltou.

Confesso que não me contive – a ansiedade foi maior – e assisti ao final de temporada já na manhã seguinte de sua exibição nos Estados Unidos. Mas fiquei tão atordoada com tudo o que aconteceu que palavras me faltaram e precisei de um bom tempo para digerir tudo. Foi um season finale extremamente intenso e que atingiu cada célula de meu corpo. Eram sentimentos tão reais e tão desesperados que não pude deixar de me comover com a situação toda. Sem contar que a tensão foi um elemento muito presente no decorrer daquelas duas horas e, por ter sido muito bem construída e fundamentada, não se dissolveu tão facilmente quando os letreiros finais apareceram.

É! Agora fico só na expectativa do que pode acontecer na sétima temporada. Mas, como a Vana Medeiros me disse numa conversa sobre o assunto, ainda é preciso aceitar tudo o que aconteceu neste sexto ano antes de pensarmos no futuro da trama. Mas de uma coisa eu tenho certeza: a vida no Seattle Grace Hospital nunca mais será a mesma depois deste episódio!


“The human life is made up of choices. Yes or no. In or out. Up or down. And then there are the choices that matter. Love or hate. To be a hero or to be a coward. To fight or to give in. To live. Or die. Live or die. That’s the important choice. And it’s not always in our hands”

Dr. Derek Shepherd

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