“I don’t want to wait for our lives to be over,
I want to know right now what will it be
I don’t want to wait for our lives to be over,
Will it be yes or will it be…sorry?”

I Don’t Want To Wait – Paula Cole



Dawson’s Creek foi exibida originalmente entre 20 de Janeiro de 1998 a 14 de Maio de 2003 pelo canal pago Sony - no Brasil, o programa passava nas noites de segunda-feira numa dobradinha com Felicity! Esta série de televisão norte-americana era centrada em quatro personagens: Dawson Leery (James Van Der Beek), Josephine “Joey” Potter (Katie Holmes – atual esposa de Tom Cruise e mãe da fofa Suri), Pacey Witter (Joshua Jackson, de Fringe) e Jennifer “Jen” Lindley (Michelle Williams, ex-esposa do falecido Heath Ledger) – a partir da terceira temporada, Kerr Smith entrou para o elenco fixo como Jack McPhee. A trama era bem simples: mostrar a transição deste grupo de adolescentes para a vida adulta, lidando com amores, sexo, amizades, ética, moral, família, traições e tudo mais que serve para complicar a vida de qualquer ser humano.

Quando a série começou a ser exibida por aqui, eu, no auge dos meus 12 anos, comecei a acompanhar. Como já demonstrei várias vezes por aqui, sempre fui muito fraquinha na escolha de meus programas de televisão favoritos e, de cara, Dawson’s Creek se tornou uma paixão para mim. Adorava a trama, achava o James Van Der Beek e cheguei a ter os dois CDs com a trilha sonora. Além do mais, sempre torci muito (e sofri muito também) pelo amor de Dawson e Joey. Para mim, os dois eram o casal perfeito e precisam ficar juntos eternamente.

Foi por tudo isso que surtei muito quando assisti ao último capítulo. Depois de seis temporadas e seis anos gastados na frente da televisão acompanhando a trama e torcendo loucamente por um final feliz, me deparei com Joey e Pacey terminando a história juntos e Dawson sozinho. Não acreditei! Lembro que vi este episódio e chorei uma madrugada inteira com a minha mãe – para mim, não tinha sido justo e haviam cometido o maior assassinato em termo de roteiro.

Enfim… Sete anos se passaram e, de verdade, nunca lidei muito bem com este final. Mas, graças ao canal Liv, que estreou na TV paga para substituir o famigerado People + Arts, comecei a re-assistir, de madrugada, Dawson’s Creek desde a sua primeira temporada. Acho que muita coisa mudou nestes anos e hoje vejo a série com outro olhar – as experiências da minha vida, talvez, tenham me ajudado a superar a idéia de conto de fadas e isso me deixou um pouco mais crítica para entender a trama. E, numa noite destas, finalmente entendi o final e achei que, sim, fizeram a coisa certa ao deixar a Joey com o Pacey.

Vou explicar! Joey era apaixonada pelo Dawson desde criança – os dois tinham tudo para serem eternos apaixonados. Dawson gostava de Joey também, mas foi Pacey quem sempre esteve ao lado dela (isto fica MUITO claro na primeira temporada). Hoje vejo que Dawson era muito egoísta e, durante muitas vezes, deixou sua amiga (e dita ‘alma-gêmea’) de lado por causa de outras paixões, aventuras ou simples irresponsabilidade juvenil. Mas Pacey, não. Ele sempre esteve junto a Joey e, independente da crise que estava passando, ele jamais a abandonou. Há sete anos atrás eu não tinha compreensão disso. Achava que um romance estava escrito nas estrelas e, por isso, nada e ninguém poderia acabar com ele. Mas sei que não é bem fácil.

Atualmente, entendo que Joey e Dawson tinham uma paixão idealizada e romântica, cheia de carinho e bem própria da adolescência e das primeiras expectativas românticas. Isso é bonito e válido, mas uma relação verdadeira e adulta não pode se basear apenas nisso. Já Joey e Pacey viviam mesmo um amor – um sentimento capaz de compreender as diferenças, superar os desafios, respeitar sempre, ser companheiro no momento de alegria e tristeza e, principalmente, saber ser feliz com os pequenos atos.

É incrível como o tempo ajuda a esclarecer tudo, inclusive a noção de vida e amor. Assistir Dawson’s Creek novamente tem sido divertido, mas principalmente tem servido para me mostrar que, graças a Deus, não há remédio melhor do que o tempo e o amadurecimento. Sim! O não-compreendido hoje pode ser a certeza de amanhã. Definitivamente é muito legal perceber isso!


Joey e Pacey: Finalmente entendi que estes dois deveriam MESMO ficar juntos!

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