“A minha vida, eu preciso mudar todo dia
Pra escapar da rotina dos meus desejos por seus beijos
Dos meus sonhos eu procuro acordar e perseguir meus sonhos
Mas a realidade que vem depois não é bem aquela que planejei
Eu quero sempre mais
Eu quero sempre mais
Eu espero sempre mais de ti
Por isso hoje estou tão triste
Porque querer está tão longe de poder
E quem eu quero está tão longe, longe de mim”
Eu quero sempre mais – Ira & Pitty

Segundo o que estudei esta semana, Arthur Schopenhauer foi um dos primeiros pensadores a desconsiderar a razão como a principal motivação das ações humanas. O filósofo alemão acreditava que o homem era guiado pela VONTADE, uma vontade de expandir a vida e de conseguir cada vez mais.
Esta vontade estaria ligada a formação (e afirmação) do EU por ser, basicamente, um impulso irracional e totalmente incontrolável. Por ser um eterno impulso para ir sempre em frente, esta vontade NÃO tem um foco e jamais será satisfeita. Aliás, não pode ser satisfeita jamais, por isso que sempre nos move e nos impulsiona para algo melhor.
Em nome desta vontade, qualquer atitude é válida e, obviamente, isso gera um conflito interno nos indivíduos – afinal, se vale tudo, a vontade deixa de ter ética e entra em choque com os princípios estabelecidos pela sociedade.
O lado pessimista desta visão é que, como já mencionado, a vontade não pode ser satisfeita jamais e isso gera uma série de frustrações e angústias no ser humano. Ou seja, o homem sempre desejará mais e mais. Com isso, nada poderá satisfazê-lo e ele será um eterno frustrado.
Triste, né?!
Sorte que há uma saída para isso: a contemplação estética que envolve sentimentos e faz com que, momentaneamente, o ‘ter’ e o ‘querer’ estejam juntos. Isso propicia um certo alívio e ajuda a enfrentar a eterna frustração da vida.
Bom, isso foi apenas algumas breves linhas do pensamento de Schopenhauer. Afinal, este blog é feito muito mais de emoções do que razões filosóficas. Por isso, para saber mais, recomendo a leitura de dois livros: “O Mundo como Vontade e Representação” e “Aforismos para a sabedoria de vida”, ambos do filósofo alemão.
Acho que este é um bom começo para este vasto campo do conhecimento humano!
“A nossa felicidade depende mais do que temos nas nossas cabeças, do que nos nossos bolsos”
Arthur Schopenhauer

2 comments
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06/11/2009 às 10:50
Carolina
Adorei a dica…anotada!
17/11/2009 às 05:37
O Consumo e o Inconsciente « Muito Mais Sentimental!
[...] já desenvolvi por aqui, a vontade humana (vontade de expandir a vida e de conseguir cada vez mais) é um impulso [...]