“Clearly I remember
Picking on the boy
Seemed a harmless little fuck
Oh, but we unleashed a lion
Gnashed his teeth
And bit the recess lady’s breast
How could I forget?
And he hit me with a surprise left
My jaw left hurting
Oh, dropped wide open
Just like the day
Oh, like the day I heard”

Jeremy – Pearl Jam



Ok! O erro foi meu… Só meu! Mas isso não me faz ficar melhor. Pelo contrário, me deixa um pouco mais chateada e até envergonhada.

O fato se deu assim: animada pela última aula do meu orientador, resolvi participar desta aula e contribuir com algo que eu achava que poderia ajudar a provocar algumas interessantes discussões voltadas para um dos meus objetos de estudo: a teledramaturgia. Pelo menos, era o que eu pretendia.

Aproveitando um gancho (a explicação da narrativa de ação e a apropriação da mesma pelo mercado mundial), levantei a mão. Meia hora depois, já tinha sido absorvida por novos pensamentos e foi bem aí que me deram a vez para falar. Não sei se já estava muito confusa ou se acabei me expressando mal (acho que foi as duas coisas). Só sei que falei besteira e, na hora, fui corrigida. Sei que não foi nada pessoal – fui corrigida para não cometer o mesmo erro mais vezes e não escrever algo tão grave em minha dissertação.

Mas o fato é que fiquei chateada comigo mesma! Já estou no Mestrado e não posso me dar ao direito de começar uma frase com “eu acho…”. Afinal, sejamos francos, quem sou eu para achar algo. Além do mais, não saber se expressar é muito ruim para alguém formada em comunicação, não é mesmo?!

O erro foi meu… Só meu! Devia ter me recolhido a minha insignificante ignorância e ter ficado quietinha em meu canto, no lado direito da sala de aula. Já me ensinaram várias vezes que, na pós-graduação, quanto menos se aparecer será melhor. Afinal, diminui as chances de virar motivo de chacota ou alvo de ciumeiras bobas (próprias da disputa de ego em qualquer campo de atuação profissional).

Mas não! Quis dar o meu pitaco e aprendi… O silêncio, às vezes, é uma das melhores benções na vida de uma pessoa. Aprendi isso da pior forma – me sentindo humilhada -, mas também não esqueço mais!

Agora, vou solucionar meu problema: vou costurar uma boneca de pesadelos, assim como se fazem na Guatemala, e vou comentar para ela a minha terrível experiência de hoje. Quem sabe assim me sinto melhor e menos angustiada com a situação ruim que vivi!


“O silêncio é um amigo que nunca trai”

Confúcio