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“Vai minha tristeza
E diz a ela que sem ela não pode ser
Diz-lhe numa prece
Que ela regresse
Porque eu não posso mais sofrer
Chega de saudade
A realidade é que sem ela
Não há paz não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim
Não sai de mim
Não sai
Mas, se ela voltar
Se ela voltar que coisa linda!
Que coisa louca!
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos
Que eu darei na sua boca
Dentro dos meus braços, os abraços
Hão de ser milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim,
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio
De você viver sem mim
Não quero mais esse negócio
De você longe de mim
Vamos deixar esse negócio
De você viver sem mim”
Chega de Saudade – Vinicius de Moraes

Sei que já escrevi sobre isso aqui, mas saudade é algo que cansa… Queria ser Vinicius de Moraes só para poder dizer: CHEGA DE SAUDADE!
“Um país se faz com homens e livros”.
Monteiro Lobato

O Dia Nacional do Livro é comemorado em 29 de outubro. Essa data foi escolhida para a comemoração, considerando-se a data da fundação da Biblioteca Nacional (29/10/1810), por D. João VI. O grande acontecimento permitiu a popularização do livro, tornando mais fácil o acesso à leitura.
Em homenagem a esta importante data, que deve ter sido comemorada ontem, relaciono os livros que mudaram a minha vida e se tornaram inesquecíveis em minha história:
- O Vale das Bonecas de Jacqueline Susann;
- Feliz Ano Velho de Marcelo Rubens Paiva;
- Desonra de J.M.Coetzee;
- Dom Casmurro de Machado de Assis;
- 100 Escovadas Antes de Ir Para a Cama de Melissa Panarello.
Cada um desses livros, em suas determinadas épocas, tocou o meu ser e, de alguma maneira, mudou a minha forma de ver o mundo e a vida. Legal, né?!
Vale ressaltar que as coleções Harry Potter de J. K. Rowling, O Diário da Princesa de Mia Cabot e Gossip Girl de Cecily von Ziegesar também tiveram papel fundamental na construção de minha personalidade, de minha visão de mundo e, principalmente, de minha busca sentimental.
De verdade!
Minha estante de livros… Meu orgulho!
“Aquele que já não consegue sentir espanto nem surpresa está, por assim dizer, morto; os seus olhos estão apagados”
Albert Einstein

É fato que não tenho dormido bem. Deito e não consigo relaxar. Demoro para dormir – mesmo tomando remédio para isso. Tenho dormido mal – muitos pesadelos durante o meu sono leve e meu cérebro a MIL por hora a noite toda. Acabo acordando antes do que o previsto – durmo de picadinho e sinto que não consigo descansar de verdade.
Com isso, ando mais mal-humorada que o normal e com nenhuma vontade de conversar – nem mesmo com a minha mãe. Saio da cama já pensando na hora que poderei dormir novamente – sabendo, é óbvio, que quando isso acontecer, eu não conseguirei dormir. Tenho vontade de não levantar da cama. Fico pensando em faltar nas aulas e explicar para o mundo como estou cansada e mal-humorada, só para continuar em casa e, assim, tentar encontrar a minha paz.
Obviamente, minha inclinação não me permite esses luxos. No fundo, eu sei que sair de casa me fará bem e que faltar na aula apenas me deixaria pior e, quem sabe, um pouco mais deprimida. Então, como eu não tomo café, acabo apelando para o bom e velho chá verde com muita cafeína da Starbucks – copo grande… É claro!
Mas a minha sorte é que os meus últimos dias têm me surpreendido bastante – no quesito mais do que positivo. As minhas aulas, nesta semana, foram particularmente ótimas… Aprendi mais do que imaginava e acabei me divertindo demais. Tão bom! Tão inspirador! Tão especial!
No estágio com o Luís Mauro, discussão sobre a Rede Globo e a importância da mesma para a comunicação. Já na pós-graduação, mil discussões e todas elas super pertinentes – sejam ao momento louco que estou vivendo (quase uma sessão terapêutica) quanto em relação a minha pesquisa e a organização da mesma.
Acaba sendo até irônico. Acordo pensando em dormir, mas quando a noite chega, a última coisa que quero fazer é realmente dormir. Sinto-me inspirada por tudo o que tenho aprendido. Além do mais, sinto como se a minha vida fizesse mais sentido a cada nova hora, a cada nova aula. É tão estranho!
Mas, aí, a noite chega… E eu preciso dormir – meu corpo pede descansado e o efeito da cafeína começa a passar. Logo, sei o que virá: mais insônia, mais remédio para dormir, mais pesadelos, mais pensamentos a mil por hora, mais cansaço e, conseqüentemente, mais mal-humor.
É quase um círculo vicioso!

Porque a vida acadêmica me faz mais feliz a cada novo dia. Conforme aprendo novos conceitos, me reconheço nos mesmos e percebo que a minha vida faz mais sentido… É algo louco – inexplicável em simples palavras. Mas é algo bom… Muito bom!
“Why don’t you
Why don’t you
Go outside
Go outside
Kiss the rain
Whenever you need me
Kiss the rain
Whenever I’m gone too long
If your lips
Feel lonely and thirsty
Kiss the rain
And wait for the dawn”
Kiss The Rain – Billie Myers

Sentada dentro do ônibus, percebeu quando a chuva começou a cair lentamente do céu nublado e totalmente cinza. Viu os pingos grossos, mas esparsos, refrescarem a quente tarde da segunda-feira. Estava protegida – não poderia se molhar de onde estava naquele momento -, mas ficou preocupada. Sabia que a garoa só pioraria e sentiu um receio por pensar na possibilidade de mudar seus planos cuidadosamente planejados durante o final de semana.
A cidade, aos pouco, começava a ficar congestionada e o ônibus diminuía a velocidade com a qual circulava por entre os carros. As pessoas, que aumentavam os passos e tingiam a cidade com o colorido de seus guarda-chuvas, se tornavam meros borrões na lógica urbana e ela observava a tudo calmamente.
As músicas que penetravam seu cérebro – fruto de seu adorado MP4 – traziam melodias amorosas e canções animadoras. Ela gostava do que ouvia, mas sabia que não era bem isso que precisava numa tarde chuvosa como aquela. Sabia que chuva remetia, diretamente, à imagem de seu amado e não queria, de jeito algum, perder essa associação.
Procurou, então, a composição adequada para a ocasião, escolheu o modo repeat e ficou ali, sentada no ônibus frio e lotado, apreciando suas lembranças, suas sensações, suas recordações, sua paixão e tudo de bom que estava relacionado a ele. Não via mais nada a partir daquele momento. Estava concentrada demais em seu interior para reparar no mundo ao seu redor.
Não sorria. Não chorava. Não expressava emoções… Contentava-se em sentir. Só isso!
Minutos depois, quando desceu do ônibus, a chuva ficou mais forte do que antes. Mesmo se protegendo com o guarda-chuva cor de rosa, ficou toda molhada – a água vinha por todos os lados e era impossível se proteger. Mas, ao invés de se irritar, ficou feliz. Esboçou um enorme sorriso em seus lábios e cantou baixinho: “Kiss the rain, Whenever you need me”.
Por algum motivo, estava feliz!
“Sentir é criar. Sentir é pensar sem idéias, e por isso sentir é compreender, visto que o universo não tem idéias”
Fernando Pessoa
“And as we wind on down the road
Our shadows taller than our soul
There walks a lady we all know
Who shines white light and wants to show
How evrything still turns to gold
And if you listen very hard
The tune will come to you at last
When all are one and one is all
To be a rock and not to roll”
Stairway To Heaven – Led Zeppelin

Caminhando por entre os carros parados da rua vazia, sentia minha alma se dissolver através dos poros do meu corpo. Na noite quente, minha pele latejava numa mistura de suor, respiração e essência que purgava de mim e trazia à tona os desejos e os sentimentos.
Eu já não era dona de mim há muito tempo, mas ali tomei a consciência disso. Meu ser havia se separado do meu corpo e tinha vida própria – uma vida louca e totalmente insana. Eu andava, eu pensava, eu sentia, eu ouvia, mas parecia que meu cérebro não comandava estas minhas ações.
Eu me atirava do alto do prédio e nada acontecia comigo… Eram devaneios, eram sentimentos, eram fugas do meu consciente. Palavras não faziam nexo na minha lógica interna. Os sons não encontravam correspondentes reais. As imagens não passavam de borrões surreais e fugidios.
Minha alma se dissolvia de mim enquanto eu pensava nos deveres cotidianos, nas metas de futuro e naquilo tudo que estava pendente em minha vida. Eu perdia o meu maior tesouro – os meus sonhos, as minhas crenças, os meus amores – e não percebia isso. Estava presa nos mandamentos capitalistas e buscava apenas uma elevação social.
Isso era triste… Muito triste!
“Gostaria de viver para estudar e não de estudar para viver”
Francis Bacon

Imersão Acadêmica: eis a síntese do que está acontecendo comigo nos últimos dias… E, com certeza, será isso o que acontecerá nos próximos também! Acho que este é o preço a se pagar por toda a diversão que consegui com os meus estudos nos últimos três semestres.
