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Voltar para São Paulo, conforme eu já havia previsto, não foi muito fácil. Confesso que fiquei com vontade de chorar quando entrei no carro e percebi que deixaria lá a Mel e os amigos idosos que fiz por lá. Sinceramente? Se eu pudesse, gostaria de trazê-los todos para a cidade grande, só para não ficar longe deles… Principalmente da minha bebê Golden Retriever.
O interessante deste último mês de Julho é que consegui adequar minhas necessidades à rotina louca dos meus pais. Logo, me diverti muito nos dias em que fiquei com ele e, apesar de toda a chuva e a conexão falha em alguns momentos, consegui viver deliciosos e divertidos momentos. Acabei entrando no ritmo dos meus pais e, com isso, conheci pessoas lindas, queridas e carinhosas.
Mas, ao mesmo tempo que eu ficava triste, eu ficava feliz por saber que estava retornando para a minha cidade amada, para minha rotina, para os meus compromissos e, conseqüentemente, para os meus amigos, para os meus amores e para os meus sonhos. E resolvi seguir um dos últimos conselhos que ouvi dos meus novos amiguinhos: aproveitar a vida cada vez mais, conhecendo pessoas novas, lugares novos e reconhecendo as pequenas felicidades ao meu redor.
Tais palavras não poderiam ser mais sábias. Afinal, mal cheguei em São Paulo e meu telefone já tocou: um simples convite para passear um pouco durante a tarde. Mal eu poderia saber que disto viria uma ida até a PUC, conversas pessoais, boas risadas e um delicioso chá da tarde na casa de um casal querido.
Não programei nada e acabei vivendo momentos ótimos! Dei tanta risada que até fiquei com dor nas bochechas! Sério mesmo! Fazia MUITO tempo que eu não vivia uma tarde tão gostosa! Foi bom sair da rotina, transgredir pequenas regras, falar grandes bobagens, reencontrar amigos queridos e conhecer pessoas novas e divertidas. Muito bom mesmo!
Definitivamente um retorno perfeito a minha vida!
“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”
Charles Chaplin
