
Hoje completa um ano desde o dia que fiz a minha matrícula para o meu mestrado em Comunicação e Semiótica. E nunca achei que poderia dizer isso, mas nunca estive tão feliz como estou atualmente.
Minha vida mudou muito neste último ano. Cada aula, cada conversa, cada texto foi um turning point da minha existência. Vi meus valores e meus sonhos se quebrarem aos poucos e, no fundo, não achei isso ruim. Pelo contrário, me abri para o novo e me deixei ser surpreendida pela vida.
Conheci pessoas tão queridas e essenciais que, às vezes, me pergunto como fui capaz de viver sem elas até então. Aprendi sobre a semiótica do cotidiano, ri com piadas totalmente acadêmicas, chorei com pequenas lutas de ego e vi meu mundo se transformar num universo enorme e cheio de deliciosas descobertas.
Houve momentos difíceis e confesso que pensei em desistir várias vezes, mas sempre apareceu um sinal divino e, aí, eu encontrei a força que precisava para continuar. E isso, porque no fundo, eu tinha a certeza de que estava no caminho certo, graças às interferências de meu orientador – a melhor surpresa de todo este mestrado.
Cada aula que assisti até hoje foi um misto de diversão e aprendizado. Descobri que a vida pode ser muito divertida e séria ao mesmo tempo e, dessa forma, passei a aproveitar melhor todas as oportunidades que me foram oferecidas, seja na forma de palestras, almoços em lanchonetes de CA, churrascos de domingo ou abraçando meu orientador no final de cada aula dele.
A alegria que senti ao apresentar meu trabalho em dois eventos acadêmicos não pode ser explicada por meras. Apesar de todo o nervosismo e do medo, foi TÃO bom estar diante daquelas pessoas e poder contar a elas um pouco de tradução intersemiótica e de tudo o que eu tenho lido.
É por isso que, atualmente, cheguei a seguinte conclusão: se eu puder ensinar um terço daquilo tudo que eu tenho aprendido desde que entrei no mestrado, confesso que serei um ser humano mais feliz e, com certeza, mais realizado!
E, agora, me preparo para o segundo ano do mestrado, ou seja, a temida fase da qualificação e da defesa pública! MEDO! Hahahahaha! ♣
“Aprender é mudar posturas”
Platão

1 comment
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11/06/2009 às 13:57
Mari
Você vai tirar de letra toda essa parte da qualificação e da defesa. Você já passou por isso no TCC e a pressão que sofreu lá foi grande.
Já comentei isso naquele post sobre as flores de crochê que você usa no cabelo, mas repito aqui: você mudou em vários aspectos neste um ano de mestrado. E mudou para melhor – nem todo mundo consegue isso (um problema que, sim, acontece com muita gente boa).
Eu fico muito feliz e orgulhosa em estar ao seu lado e poder te ver crescer dessa forma.