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“A amizade é assim:

É sentir o carinho,
É ouvir o chamado.
É saber o momento
de ficar calado.
Amizade é somar
alegrias, dividir tristeza.
É respeitar o espaço,
silenciar o segredo.
É a certeza
da mão estendida.
A cumplicidade que
não se explica,
Apenas vive!”

Olavio Roberto



Ao longo desses meus curtos 22 anos, aprendi que para viver um novo começo é preciso participar de um final. Neste final de semestre, tenho me esforçado MUITO para dar conta disso: encerrar todas as pendências dos últimos seis meses, para começar o segundo semestre de 2009 mais leve, mais feliz e, principalmente, uma pessoa melhor.

Como não poderia deixar de ser a despedida deste semestre teve um capítulo importante ao lado das minhas queridas Mariana, Vanessa e Talita. Obviamente, o encontro não ocorreu com muita tranqüilidade: para nos vermos foi preciso a troca de muitos e-mails, conciliação de diversas agendas, muita compreensão e, principalmente, cancelamento de outros compromissos.

Mas, no final, deu tudo certo e conseguimos nos reunir num shopping na noite da segunda-feira para começar a semana de uma maneira gostosa: conversando, fofocando muito, discutindo questões políticas e sociais, dando risadas, tirando fotos divertidas, comendo comidas calóricas e se entregando à tentação de deliciosas sobremesas.

A noite ainda teve direito a caminhada pela Avenida Paulista, presentes fofos e MUITO carinho – algo essencial nos dias de hoje. Foi tão bom que até esqueci-me da minha dor de garganta e me diverti demais!

Agora sinto-me pronta para enfrentar um curto período de reclusão nas férias para voltar em agosto capaz de estudar cada vez mais, de me divertir cada vez mais e, com certeza, de amar cada vez mais!

São momentos como este que deixam a minha vida mais especial e única. Nem preciso dizer que **SUPER** adoro tudo isso, né?!


Juntas: na alegria e na tristeza, na saúde e na doença!

“Don’t care what people say
Just follow your own way
Don’t give up and loose the chance
To return to innocence

That’s not the beginning of the end
That’s the return to yourself
The return to innocence”

Return To Innocence – Enigma



Foi de baixo de uma forte garoa que comecei e, conseqüentemente, encerrei meu final de semana. O tempo resolveu não ajudar muito na única vez que voltei ao litoral para ficar com meus queridos pais e meus amados cachorros desde a páscoa. Foram três dias frios e chuvosos, algo não muito prático quando se tem cachorros agitados e vários compromissos agendados. Mas confesso que não deixamos isso estragar o gostoso clima de reencontro.

Como não poderia deixar de ser, meus pais programaram uma agenda de compromissos para cumprir enquanto eu estivesse lá. Foram almoços, tardes de trabalho voluntário, festas juninas beneficentes e muitas voltas no condomínio para relaxar os bichinhos nervosos por causa da chuva quase que constante. Mas foi MUITO divertido, viu?!

Comi demais… Sabe a gula?! Então, exercitei-a em sua forma mais plena. Mas não dava para resistir: uma festa junina repleta de comidas deliciosas e basicamente baratas. Nossa! Atacamos em família. Comi cachorro-quente, arroz doce, uns dez brigadeiros (!!!), bolo de cenoura com cobertura de chocolate, coxinha. Além disso, brinquei nas diversas barraquinhas e voltei para casa com um fofo ursinho e com um tupperware super prático (ser dona de casa é um exercício constante).

Confesso que foi uma pausa muito boa em minha louca rotina. Eu realmente estava precisando ficar um tempo longe de São Paulo e de tudo aquilo que está me consumindo nos últimos meses – amores, saudades, frustrações e inquietações. E o melhor de tudo foi a ver a felicidade de meus pais e dos cachorros. Nossa! Os quatro estavam eufóricos e foi muito bom proporcionar esta alegria para eles.

Quando entrei no ônibus, mamãe e papai ficaram acenando e, pela primeira vez, não derrubaram uma lágrima sequer. Eles sabem que quarta-feira agora já volto de vez para ficar minhas férias acadêmicas lá e, sinceramente, acho que todos nós precisamos passar um tempo juntos.

Essa é a verdade!

“Why must we dream in metaphors?
Try to hold on to something we couldn’t understand.
Couldn’t understand.
And why must we argue loudly?
When peace is our one salvation.
I couldn’t understand
Couldn’t understand
Yeah…”

Dreaming In Metaphors – Seal



Acordou assustada e se viu sentada em sua cama. Eram 4h30 da manhã, estava sozinha, o quarto continuava escuro e seu corpo suava apesar da temperatura baixa de começo de inverno. Havia despertado por algum motivo e sentia que não poderia voltar a dormir até entender o que havia acontecido.

Enquanto encarava a escuridão do aposento, aos poucos começou a recordar seu último sonho. Viu ele, a casa dela, a movimentação dos amigos, os olhares cruzados, a sensação de perigo, a cozinha cheia de louça, o beijo proibido, os pequenos carinhos e a entrega silenciosa ao desejo que os consumiu nos últimos meses.

Tinha a consciência de que tudo aquilo era fruto de um sonho, um desejo de seu consciente adormecido, mas não podia negar a boa sensação que corria por seu corpo ao relembrar àquelas passagens. Podia sentir o corpo dele próximo ao dela e a louca sensação de perigosa aventura que havia na situação. Tudo era tão real em sua lembrança semi-acordada que precisava se forçar para não esquecer que nada daquilo passava de um delicioso devaneio de inverno.

Apesar disso, sabia que a tênue linha da amizade havia sido atravessada rumo à paixão em algum momento de brincadeira ou bebedeira. Compreendia a gravidade do seu sonho e, principalmente, da agitação que tomava conta de seu ser. Mas não podia fugir do que sentia: seu coração batia mais forte, sua pele estava mais desejosa e sua alma estava mais animada.

Algo diferente acontecia em cada célula de seu corpo e deixou-se levar pelas circunstâncias. Mal poderia imaginar que pensaria nele o dia seguinte inteiro e, pior, que sentiria saudades dele nas próximas semanas de sua existência.


“Pensar é um ato, sentir é um fato”

Clarice Lispector

“Não há nada na nossa inteligência que não tenha passado pelos sentidos”
Aristóteles


A rua Teodoro Sampaio tem som de More do Simply Red da época em que eu e o HH voltávamos juntos do estágio toda noite de quinta-feira. Ele me dava carona até o metrô Clínicas e, toda semana, era a mesma coisa: conseguíamos nos perder olhando o mapa das Páginas Amarelas. Então, no final, aproveitávamos o congestionamento da Teodoro Sampaio para cantar tudo o que passava na Antena 1 ou na Alpha FM.

“I wanna rock with you (all night)
Dance you into day (sunlight)
I wanna rock with you (all night)
I’m gonna rock the night away”

Rock With You – Michael Jackson



A noite da última quinta-feira, dia 25, reservava uma triste notícia para todos os fãs do universo pop: “Michael Jackson sofre parada cardíaca e morre em Los Angeles aos 50 anos”. A informação pegou a todos de surpresa e, como um querido amigo comentou no Twitter, “Mais estranho que o Michael Jackson morrer, é alguém não se surpreender com a morte dele. Como assim?”.

Eu, como uma boa sentimental na fase final de sua TPM, não me segurei: ao ler as chamadas da internet, soltei um grito e derrubei boas lágrimas. Tudo bem que nunca fui loucamente apaixonada pelo Michael Jackson, mas juro que não esperava presenciar a morte dele nas atuais circunstâncias. Sempre gostei dele! Aliás, acho que a minha adoração pelo mundo pop nasceu graças a uma fita cassete dele (Dangerous) que eu e minha irmã tínhamos quando pequenas.

Lembro direitinho: toda viagem, papai precisava colocar a fita cassete para ouvirmos e, aí, a todo mundo cantava as músicas. Em reuniões e encontros familiares, era costume das crianças ficarem ouvindo a fita cassete em algum canto, enquanto dançavam muito e tentavam alguns passos de moonwalking. Confesso que até tive um pôster dele – presente de mamãe – por causa do tanto que eu falava dele, mas o mesmo se perdeu na mudança de apartamento.

Essa época, com certeza, era muito divertida.

Conforme fui crescendo, comecei a ouvir outros estilos musicais, mas nunca deixei de ouvir o Michael Jackson. Afinal, o cara era um ícone… O eterno Rei do Pop, apesar de todas as suas bizarrices cotidianas, né?! Lembro até do clipe que ele lançou, em 2001, com Marlon Brando. Era uma música MUITO legal e o clipe era MUITO bom, tanto que gravei numa fita de VHS e sempre ‘assistia’ enquanto estudava para as provas do ensino médio. Era realmente MUITO bom!

Enfim, a morte dele me pegou de surpresa e, mais do que isso, me deixou triste. Foi difícil perceber que nunca verei o cara numa apresentação ao vivo e, pior, que nunca o verei superar todas as crises e renascer das cinzas como uma verdadeira fênix. Mas tudo bem: hei de superar estas frustrações. O jeito agora é se contentar com a discografia completa e com os especiais que aparecerão em todos os lugares para ele.

Falando nisso, o texto em homenagem a Michael Jackson que mais gostei , por enquanto, é o do Eric Bauer no Deu Zebra. Achei MUITO bonito, sincero e com as honras devidas. De algum jeito, o que ele escreveu ali acaba sendo um sentimento universal. Vale à pena conferir!

De resto, deixo aqui as minhas sinceras palavras: Descanse em paz, eterno Rei do Pop!


Michael Jackson –  ★ 29 de Agosto de 1958    ✝25 de junho de 2009

“Quem sabe o super-homem venha nos restituir a glória
Mudando como um Deus o curso da história
Por causa da mulher”
(Super-Homem, a Canção – Gilberto Gil)


No dia 25 de Junho de um determinado ano, Super-Homem nasceu. Depois de um acordo entre Deus e seus pais, sua forma de confecção foi jogada fora – era muita perfeição para um ser humano só e seus três criadores acharam melhor torná-lo único e mais especial ainda.

É verdade que no interior do estado de São Paulo, alguns anos depois, uma outra família tentou fazer uma cópia do Super-Homem. Ele nasceu no mesmo dia (com a influência dos mesmos signos astrais), bem parecido e, basicamente, com os mesmos traços de personalidade. Mas não há como negar: o original (e primeiro!) é sempre melhor.

Super-Homem veio com um dom único: mudar a vida das pessoas. De um forma, ou de outra, ele consegue mudar a vida de todos ao seu redor e, assim, faz a diferença no mundo.

Seu sorriso, sua compreensão, seu cheiro e seu carisma são os pontos-chave de sua existência. Mas os olhos que enxergam além da alma, também ajudam muito nas relações cotidianas. Não dá para esconder nada dele, por isso que fica tão fácil e tão gostoso encontrá-lo – ele sempre sabe a verdade do mundo e, de alguma forma, parece lidar bem com isso.

É como eu disse uma vez… Para ser Super-Homem, de verdade, é necessário:


- Ser jornalista;
- Ser bonitão e fazer sucesso com as mulheres;
- Gostar de salvar o mundo;
– Ser imortal;
- Ter o abraço mais gostoso do mundo todo;
- Saber o que dizer, sempre de um jeito sedutor;
- Ser atencioso e, de preferência, gostoso;
- Saber guardar bons sonhos durantes os momentos de crise;
- Ser único e insubstituível!


Garanto que o mundo se tornou um lugar melhor desde o nascimento do verdadeiro Super-Homem!


Ainda que existe Super-Homem, né?!


“Tudo o que você não é, ainda pode ser a partir dos 30 anos – com óbvias exceções como astronauta, atleta olímpico ou concertista de piano. Ainda dá tempo de escrever a grande obra, ser uma estrela do rock, morar num veleiro e começar a fazer cinema. Esse é o tipo de pretensão delirante e desesperada onde os seres humanos podem, ainda, se refugiar aos 30 anos.

No entanto, algo acompanha os 30 anos que é mais importante do que todo o resto: a convicção cristalina de que seus bons defeitos não tem cura. De que você é um acidente esperando para acontecer desde que nasceu. De que, depois de cada desastre, a vida seguirá – até que acabe. Esse é o alívio possível, essa é a saída – essa é a iluminação do homem de 30 anos. E aí ele se aproxima, não do homem de 20 ou de 50, mas do homem de cinco, do homem relaxado, tranqüilo e bem resolvido que era quando tinha cinco anos”.

(Trecho do texto O homem de 30 anos, de João Paulo Cuenca)


Enjôo, mal-estar, dor de cabeça.

Mudança dos planos, comida leve, sofá da sala com coberta quente.

Carinho de vovó, visita de mãe e pai, cochilo no meio da tarde.

Dramin, Plasil, Buscopan.

Risadas com o pai, mais enjôo, colo de mãe.

E tudo isso bem no dia da última reunião do semestre do grupo de pesquisa.



“A arte da medicina consiste em distrair o paciente enquanto a Natureza cuida da doença”

Voltaire

 

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