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“Fonte de MEL
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás
(Você é Linda – Caetano Veloso)

Papai há muito tempo procurava uma Golden Retriever e, quando se aposentou de vez do Mackenzie, resolveu procurar sua cachorra com mais atenção e afinco. Sua meta era adotar algum bichinho, mas isto parecia ser cada vez mais difícil. Procurávamos em centro de zoonose, ONGs, sites bizarros e tudo mais. Mas nunca achávamos aquela – a predestinada – que seria nossa GRANDE bebê.
Em Maio do ano passado, quase no final do mês, papai recebeu um e-mail falando sobre um criador que havia falido e que precisaria sacrificar suas proles. Na lista dos bichinhos oferecidos para doação, havia uma Golden Retriever de praticamente um ano. A cachorra tinha tido apenas uma cria e era uma das primeiras na fila do sacrifico.
Papai viu a foto, se apaixonou pela história e teve a certeza: aquela seria a nossa cachorra! No dia 29 de Maio de 2008, papai foi buscá-la e levou a direto para a casa de Bertioga. Seu nome já estava previamente definido: Mel. E a bichinha parece ter gostado: atendeu de cara e já se conectou com o nome carinhosamente escolhido por papai.
A Mel foi LITERALMENTE enviada pelos anjos para a nossa família. Chegou em casa com as mamas inchadas, ouvidos inflamados, magra (MUITO magra), mas cheia de MUITO amor e carinho. Logo de cara, ela ganhou um banho, uma consulta num bom veterinário, uma cama linda e grande e foi recebida de abraços abertos… Nós cinco (papai, mamãe, Michelle, eu e Tom Zé) nos apaixonamos por aqueles olhos tristes de cara.
Confesso que o começo foi bem difícil: ela passou uma semana no apartamento de São Paulo e quase nos deixou loucos. Ela era muito grande, esperta, roubava a comida de cima da mesa da cozinha (roubou um bolo de fubá na primeira tarde por aqui) e fazia xixi por todos os tapetes. Uma loucura mesmo!
Mas sua adaptação em Bertioga foi mais fácil e, aos poucos, aprendemos a lidar com todo aquele tamanho e amor. Ela SEMPRE nos amou muito, SEMPRE foi MUITO grata e sabia reconhecer tudo o que fazíamos por ela: cada comida, cada osso, cada brinquedo, cada carinho foi recebido e comemorado com muita festa. Sempre foi lindo!
Nas férias de Julho do ano passado, criei uma conexão MUITO forte com ela, apesar de saber que o papai é o grande amor da vida dela – afinal, foi ele quem a salvou. Mas logo a adotei como minha filha – a bebê número 2 – e, desde então, nos damos super bem. Ela sabe que eu a deixo fazer tudo e ela já me domina totalmente. Mas eu não ligo nem um pouco: a acho cada vez mais linda e sou EXTREMAMENTE apaixonada por ela.
Hoje a minha bebê, gorda e linda, completa um ano… Um ano em casa, um ano causando com a família e um ano de muito amor e carinho. Ela dá trabalho, exige MUITO carinho e atenção. Mas, sinceramente, não sei mais viver sem ela. Quando chego em Bertioga e a vejo chorando de felicidade, enquanto faz xixi de emoção, minha vida ganha um colorido especial.
Ela se tornou essencial para mim!
Um ano atrás e atualmente… Outra cachorra: MUITO mais feliz e gorda!

Sábio conselho, Snoopy! Afinal, às vezes, a gente só precisa mudar de lado para ampliar os horizontes da vida…

Segundo a Wikipédia (!), a Lei de Murphy é um ditado popular da cultura ocidental que afirma que “se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará”. Se há mais de uma maneira de se executar uma tarefa ou trabalho, e se uma dessas maneiras resultar em catástrofe ou em conseqüências indesejáveis, certamente será a maneira escolhida por alguém para executá-la.
O criador dessa lei foi o capitão da Força Aérea americana, Edward Murphy, e também foi a primeira vítima conhecida de sua própria lei. Ele era um dos engenheiros envolvidos nos testes sobre os efeitos da desaceleração rápida em piloto de aeronaves.
Para poder fazer essa medição, construiu um equipamento que registrava os batimentos cardíacos e a respiração dos pilotos. O aparelho foi instalado por um técnico, mas simplesmente ocorreu uma pane, com isso Murphy foi chamado para consertar o equipamento, descobriu que a instalação estava toda errada, daí formulou a sua lei que dizia: “Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará”.

As principais Leis de Murphy:
* Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.
* Todo corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.
* A informação mais necessária é sempre a menos disponível.
* O pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude, o realista ajusta as velas e quem conhece Murphy não faz nada.
* A fila do lado sempre anda mais rápido.
* Se você está se sentindo bem, não se preocupe. Isso passa.
* Se a experiência funcionou na primeira tentativa, tem algo errado.
* Você sempre acha algo no último lugar que procura.
* Toda partícula que voa sempre encontra um olho.
* Se está escrito Tamanho único, é porque não serve em ninguém.
* Não é possível sanar um defeito antes das 17 e 30h da sexta-feira. O defeito será facilmente sanado as 9 e 01h da segunda-feira.
* A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete.
* O gato sempre cai em pé.
* Não adianta amarrar o pão com manteiga nas costas do gato e o jogar no carpete. Provavelmente o gato comerá o pão antes de cair em pé.
Fonte: http://www.brasilescola.com/curiosidades/lei-murphy.htm
“It’s armagoddamnmotherfuckinggeddon
(Fuck, eat, kill, now do it again)
It’s armagoddamnmotherfuckinggeddon
(Fuck, eat, kill, et cetera)
First you try to fuck it, then you try to eat it
If it hasn’t learned your name, you better kill it before they see it
It’s armagoddamnmotherfuckinggeddon”
Arma-Goddamn-Motherfucking-Geddon – Marilyn Manson

No dia 27 de Setembro de 2007, eu vi o Marilyn Manson numa apresentação no Via Funchal. Sozinha, com a cara e a coragem de fã apaixonada por esta aberração musical, curti o show do mezanino, afinal tenho amor pela minha vida, né?! Mas curti aquela uma hora e meia ao máximo: cantei, dancei, gritei, delirei e me acabei literalmente.
Quando o show acabou, senti um vazio na alma – a espera tinha sido MUITO grande – e, para não perder o costume fui me aventurar um pouco. Eu queria, porque queria, entrar no camarim dele para conhecê-lo. Então, tratei de tentar fazer isso.
Conversei basicamente com todos os seguranças, contei a minha história, falei do meu trabalho, das minhas provas, contei a vida do Marilyn Manson, fiz piadinhas e argumentei de todas as formas, mas não consegui.
Em compensação, me diverti MUITO e vivi ali um dos diálogos mais loucos da minha vida:
Eu: – Ele demorou dez anos para voltar. Não posso perder esta oportunidade!
Segurança: – Dez anos passa muito rápido. Daqui dez anos, você poderá vê-lo pessoalmente.
Eu: - Moço, o senhor não está entendendo… Ele veio quando eu tinha 11 anos. Veio agora que eu tenho 21 anos e só voltará quando eu tiver 31 anos. Com 31 anos, não vou quer vê-lo pessoalmente. Já estarei casada e com filhos.
Segurança: – Nossa! Que triste a sua meta de vida para os próximos dez anos…
Ok! O segurança não me conhecia direito… Mas ri MUITO com o comentário dele e confesso que, depois disso, enchi-o mais um pouco a fim de obter a passagem para o backstage.
Enfim, quase dois anos se passaram desde aquele maravilhoso dia e hoje, o Marilyn Manson lança um CD novo, o The High End of Low. A primeira música de trabalho é a Arma-Goddamn-Motherfucking-Geddon e até já tem um clipe MUITO legal no site do Mr. Manson (que pode ser conferido aqui). Há outras músicas MUITO boas neste novo álbum… Lembrei um pouco da época do MObscene e acho que poderá render muita polêmica e diversão.
Enquanto curto as novas composições do MM, fico na torcida para ele quebrar a tradição dos dez anos e voltar antes. Juro, eu daria de tudo para vê-lo novamente, porque, desta vez, eu faria de tudo para conhecê-lo! Sério!
Afinal, fã é tudo louca mesmo! ♥
Lindo… Sempre!



