You are currently browsing the monthly archive for Abril 2009.
“You can tell me that there’s nobody else (but I feel it!)
You can tell me that you’re home by yourself (but I see it!)
You can look into my eyes and pretend all you want
But I know, I know
Your love is just a lie!
I know, you’re nothing but a lie! (Lie!) Lie! (Lie!)
You’re nothing but a lie! (Lie!) Lie! (Lie!)
Your love is just a lie”
Your Love is a Lie – Simple Plan

Depois de uma experiência de QUASE morte (chique, né?!) e da certeza de, mais uma vez, estar vivendo uma mentira sentimental, a melhor coisa a se fazer é sair para jantar com as amigas.
Uma reunião informal, quase no meio da semana, para comer algo diferente – no meu caso, omelete com fritas -, falar muitas bobagens, dar altas risadas, ganhar alguns carinhos e abraços verdadeiros, tirar fotos tontas e divertidas e fazer uma pausa nesta loucura chamada de vida.
Sinceramente? Na atual conjuntura, é TUDO o que eu poderia desejar!
Cena 3.058 = Overdose de Alergia
Enfermeiro: – Você está assustada?
Ela: – Por quê? Parece?
Enfermeiro: - Parece sim!
Ela: – Acho que estou com um pouco de medo de sim!
Enfermeiro: - Não precisa se preocupar com isso! Só vou tirar o ar da seringa para não lhe causar problema no sangue.
Ela: – Mas não é isso que está me deixando assustada. Foi a situação toda!

Era para ser uma típica noite de domingo para segunda. Após terminar de navegar pela internet e ajudar a mamãe a resolver alguns problemas da casa, ela resolveu se deitar. Ia ler um pouco para esperar o sono chegar, mas resolveu apenas deitar-se confortavelmente em sua cama e ver algumas reprises de seriados norte-americanos.
Uma hora depois, estava mais acordada do que nunca e sua crise alérgica piorava a cada novo minuto. Foi, então, a cozinha e tomou alguns comprimidos de anti-histamínico. Voltou a deitar-se e acreditou que, naquele momento, conseguiria finalmente descansar.
Uma hora mais tarde, continuava acordada e muito mal da alergia. Voltou a cozinha, tomou mais alguns remédios, fez um lanchinho básico da madrugada e resolveu ficar navegando na internet à procura de seu sono. Não demorou muito e seu corpo começou a ficar pesado e seus olhos não conseguiam ficar abertos muito tempo.
Contente por causa da boa sensação – sabia que finalmente ia dormir -, desligou tudo e se deitou pronta para uma boa e relaxante noite de sono. Mas havia algo de diferente: seu coração estava muito acelerado, tinha dificuldades para engolir, precisava pensar muito para respirar pela boca e sentia sua língua e garganta cada vez maiores.
Sentou-se um pouco na cama e, levemente tonta, achou melhorar esperar. Poderia ser apenas uma sensação ruim, algo que passaria rápido. Mas, a cada minuto, ficava mais difícil de respirar e de engolir, o coração estava acelerado demais e começava a ficar com a sensação de que ia desmaiar. Assustada, correu até o quarto da mãe e explicou o que estava acontecendo.
A mãe, preocupada com uma possível overdose de anti-histamínicos, acordou a filha mais velha e o genro e logo montou um esquema: precisaria ir para o ponto-socorro. Desconfiava de um mix de alergia e excesso de remédios e tinha medo de uma possível parada respiratória.
No curto tempo até todo mundo se vestir e conseguirem chegar ao hospital, a mãe a manteve acordada – algo MUITO difícil, afinal ela tinha induzido o seu próprio sono com alguns comprimidos.
Chegando ao pronto-socorro às 4h00 da manhã, encontraram-no vazio e essa foi a sorte delas. Após fazerem a fichinha de entrada, já foram encaminhadas para a enfermaria. O médico a consultou ali mesmo, mediu seu batimento cardíaco e constatou que aquilo era apenas uma crise MUITO forte de alergia e não uma overdose de remédio como a mãe suspeitava! Decidiu dar corticóide intravenoso e esperar para ver o que aconteceria.
Três horas depois, três soros com corticóides depois e algumas dores por ficar sentada TANTO tempo na mesma poltrona, ela foi liberada! Deveria continuar com a medicação em alta quantidade para conter a crise que se alastraria pelos próximos três dias e devia fazer descanso.
Mas ela passaria os próximos com uma sensação ruim. Um medo de dormir e não perceber que a sua garganta estava fechando. Um receio de se perder e não conseguir voltar a sua vida a tempo. Em parte, ela tinha ficado com medo da morte que, pela primeira vez, se mostrou muito simples e próxima a ela.
“O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem”
Arthur Schopenhauer
“So If you have a minute why don’t we go
Talking about that somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don’t we go
Somewhere only we know?
(Somewhere only we know)”
Somewhere Only We Know – Keane

Uma menininha gosta de um menininho. Enquanto ela brinca na areia do parquinho olhando para ele, o menino vem, a empurra no chão e começa a xingá-la. Ela vai chorar para a mãe que fala para a filha que o tal menininho só agiu assim porque, na verdade, gosta dela. É sobre essa ilusão masoquista cotidiana que o filme Ele Não Está Tão a Fim de Você trata.
Acompanhando a vida de cinco mulheres é possível perceber facilmente suas ilusões amorosas e, até mesmo, se identificar com suas ações: essas mulheres, como a maioria de nós, enganam-se e procuram sinais inexistentes para dar esperanças a algo que não existe.
Gigi é desesperada e ansiosa e tudo que quer é arrumar um namorado, Anna é uma sedutora professora de Yoga e se apaixona por um homem casado no supermercado, Beth vive com o namorado há sete anos e quer se casar, Janine é casada mas está sendo traída pelo marido e Mary só arruma namorados virtuais.
Esta produção cinematográfica é, na verdade, a adaptação para as telonas o livro de auto-ajuda Ele Simplesmente Não Está a Fim de Você, escrito por Greg Behrendt e Liz Tuccillo (consultor e editora da história do seriado Sex and the City, respectivamente), um guia que usa o escracho total para ensinar as mulheres a aceitarem a rejeição e pararem de pensar que todo homem é um príncipe encantado em potencial. Os próprios autores que escreveram o roteiro e ajudaram em todo o processo de criação.
Ele Não Está Tão a Fim de Você tenta não seguir qualquer fórmula e relata que, no amor, o importante é manter a esperança, deixar a porta aberta, não ter medo de largar o que nos traz infelicidade e começar tudo de novo e, principalmente, não ficar encanando demais com as coisas – afinal, o amor é um dos poucos sentimentos que nasce de uma forma natural, e não forçada.
O filme, como toda boa comédia-romântica, aposta em cenas extremamente sentimentais e sabe interagir com o público. Há momentos bem divertidos que acabam fisgando todos que o assistem, justamente por trazer passagens que se não aconteceram com você, aconteceram com alguém bem próximo. É identificação total, não há como negar!
O resultado disso tudo é um filme que nos deixa felizes, afinal mostra momentos que agradam aos românticos incuráveis e retrata instantes que não deixam frustrados aqueles que ainda têm que viver em sua plenitude um grande amor.
“If a guy treats you like he doesn’t give a shit, it’s because he doesn’t give a shit”
“Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito”
Luís Fernando Veríssimo

Houve uma época em que nos víamos TODA semana! Normalmente nos reuníamos no intervalo das aulas da faculdade e sabíamos exatamente TUDO o que acontecia na vida das outras. Compartilhávamos histórias, risadas, conversas e lembranças basicamente cotidianas, mas MUITO essenciais.
Almoçávamos juntas, tínhamos piadas TOTALMENTE internas e entendíamos o momento de cada uma… Felicidades, lágrimas, medos, dúvidas, incertezas, sonhos e tudo mais era compartilhado.
Mas aí veio o tempo e, mesmo sem querer, cada uma tomou seu rumo na vida. Logo, os encontros semanais ficaram mais espaçados, os e-mails diários foram diminuindo e perdemos aquele vínculo diário e essencial.
As poucas reuniões passaram a ser para a atualização do cotidiano, as vitórias começaram a ser dividas no espaço virtual – assim como as frustrações – e nosso contato ficou restrito às mídias terciárias.
Apesar disso, em momento algum, a amizade que tínhamos se abalou. Entendemos as circunstâncias, aprendemos a lidar com a saudade e a ausência e passamos a aproveitar MUITO cada encontro, cada recado, cada carinho, cada abraço coletivo.
O álcool ou a comida passou a ser uma desculpa para encontro, assim como os filmes – em casa ou no cinema. Mas, sinceramente, o que fazemos mais é conversar, rir e, em algumas ocasiões, cantar músicas bobas e alegres.
Não vivemos em harmonia o tempo todo. Temos crises, brigas, desentendimentos e algumas chateações próprias dos relacionamentos humanos. Mas isso é que é o legal: sabemos lidar com estes atritos e sempre conseguimos chegar numa solução através de muita conversa, alguns copos de chopp e muitos abraços… Afinal, somos muriquis, né?!
Adoro essas minhas quatro amigas e, junto com OUTRAS pessoas MUITO queridas e essenciais, elas tornam a minha vida muito melhor, mais feliz e, com certeza, mais completa! Essa é a verdade!
Nós quatro… Juntas, nem que seja em pensamentos e e-mails!
TRILCE XIII
Pienso en tu sexo.
Simplificado el corazón, pienso en tu sexo,
Ante el hijar maduro del día.
Palpo el botón de dicha, está en sazón.
Y muere un sentimiento antiguo
Degenerado en seso.
Pienso en tu sexo, surco más prolífico
y armonioso que el vientre de la sombra,
aunque la muerte concibe y pare
De Dios mismo.
Oh Conciencia,
pienso, si, en el bruto libre
Que goza donde quiere, donde puede.
Oh escándalo de miel de los crepúsculos.
Oh estruendo mudo.
¡Odumodneurtse!
César Vallejo

Na noite da última quarta-feira, fui assistir à apresentação de meu querido orientador no evento Literatura e Identidade na América Latina: a produção latino-americana contemporânea, que aconteceu no Memorial da América Latina. E tive a felicidade de poder vê-lo de um assunto desconhecido para mim até então: o poeta peruano César Vallejo.
Desde que comecei o mestrado na PUC, tenho tentado prestigiar o meu orientador em todos os eventos que tomo conhecimento. Acredito que, desta maneira, poderei conhecê-lo melhor e, assim, entender melhor a filosofia dele e seus entendimentos. Até agora, esta ação tem se mostrado MUITO eficiente e é claro que estas ocasiões estão estreitando os meus laços com o Amálio.
Mas a grande novidade da palestra da quarta é que, diferentemente das outras vezes, o vi falar de algo que é o campo/a paixão de meu orientador: a literatura e a poesia latino-americana. Ele explicou tão bem o barroquismo radical de César Vallejo e todas as rupturas que ele causou na literatura espanhola da América Latina que foi MUITO bom!
Obviamente, sua fala foi repleta de conceitos hilários e totalmente adequados à ocasião. E, claramente, nem todos entenderam – principalmente porque boa parte da platéia era formada por alunos da graduação de uma faculdade sem MUITA tradição no campo acadêmico. Mas o meu orientador tirou isso de letra: traduziu seu conhecimento da forma mais didática o possível e gerou boas discussões entre todos os participantes.
Foi MUITO interessante mesmo e, depois de uma overdose de orientador: orientação, aula e palestra – tudo junto e seguido -, posso afirmar que me senti MUITO feliz e orgulhosa de ser orientanda dele! Aprendo MUITO com meu orientador todos os dias que tenho a felicidade de estar perto dele e isso tem sido essencial no meu caminho rumo à academia.
“Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende.”
Leonardo da Vinci
“So true funny how it seems
always in time, but never in line for dreams
Head over heels when toe to toe
This is the sound of my soul,
this is the sound
I bought a ticket to the world,
but now I’ve come back again
Why do I find it hard to write the next line
Oh I want the truth to be Said”
(True – Spandau Ballet)

VOCÊ me faz feliz… Na verdade, VOCÊ me faz MUITO feliz!
Adoro acordar e ver que VOCÊ me mandou um e-mail, mesmo quando você apenas põe um link ali e imita os sons de risadinhas. Adoro quando encontro com VOCÊ no metrô depois de uma longa e perfeita quarta-feira. Adoro quando posso falar bobagens com VOCÊ, logo depois de tratar algum assunto bem sério! Adoro quando VOCÊ me abraça e eu me esqueço da existência de todo o mundo!
VOCÊ me faz rir… VOCÊ me faz sorrir sem um motivo! E isso me faz MUITO feliz – cada dia mais. Óbvio que já chorei muito por VOCÊ - por VOCÊ tomei alguns calmantes e dormi um feriado inteiro. Mas, aí, o tempo veio e consertou tudo entre a gente!
Gosto da relação que temos: menos que um namoro, mais que uma amizade! Não sei como será quando nos beijarmos pela primeira vez e, sinceramente, nem sei se isso vai acontecer algum dia. De qualquer jeito, isso é algo que não me importa agora: VOCÊ me faz feliz hoje e eu gosto desta sensação. É bom demais!
Não sei como ficará este sentimento daqui algum tempo. Pode ser que ele vire um carinho ENORME, sincero e repleto de desejos reprimidos. Pode ser que ele passe e eu apenas recorde de VOCÊ como alguém legal do meu passado. Mas, de qualquer jeito, VOCÊ sempre será o rapaz que me fez sorrir sem um motivo específico.
Eu só queria que você soubesse isso… VOCÊ me faz MUITO feliz! E isso completa a minha vida de uma maneira deliciosa!
“Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval”
Vinícius de Moraes


E dois anos se passaram desde então…