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“No alto mar
Tem muita coisinha boa
Tem jangada, tem canoa
Pra quiser passear
O canoeiro só rema na proa
Cuidado canoeiro pra canoa não virar”
(No Balanço da Canoa – Alceu Valença)



Papai faz aula de canoagem há 3 meses (mais ou menos). Desde que começou a remar, papai está bem animado e só fala disso, além de ler somente livros sobre aventuras marinhas e casos parecidos…

Aproveitando o convite do professor dele (coordenador da equipe de remo de Bertioga), papai resolveu proporcionar um passeio diferente para a família no último domingo: fomos todos remar rumo a uma praia (numa ilha X) que fica no encontro de três rios.

Saímos de casa antes das 9 horas da manhã (tínhamos acordado às 6h30… Difícil, muito difícil) e só regressamos para casa depois das 19h. E nem preciso dizer que estava todo mundo quebrado, né?! Remamos por 28 Km e quase morremos de tanto cansaço. Fomos em três embarcações: duas canoas havaianas juntas, com 12 pessoas dentro (6 em cada uma), além de uma pequena canoa, em que foram mais duas pessoas.

Papai, por remar há mais tempo, foi na frente! Me sentei atrás dele e, em seguida, veio a Michelle e a mamãe. Nos outros bancos, havia amigos de longa data e algumas pessoas que conhecemos na ocasião. O Maurício, em compensação, foi um dos premiados para ir na canoa pequena, junto com uma amiga da família.

Remamos 14 Km animados para chegar na famigerada ilha e em sua praia… Na nossa frente, só água, muita água, mas sempre demos um jeito de manter a animação, apesar do cansaço e das dores que já se mostravam presentes nos primeiros metros.

Após muita água, muitas remadas, alguns descansos e uns lanchinhos chegamos á ilha, por volta das 13 horas da tarde. Mas a maré estava tão alta e forte que a águia cobriu toda a ilha. O jeito foi pedir para parar num quiosque de uma casa ribeirinha e descansar um pouco lá.

Frustrado pelo não encontro da praia e da ilha (no final a chamamos de Ilha da Fantasia), aproveitamos para descansar bastante nesta pausa. Comemos lanches (que nós mesmo levamos), passamos repelente e relaxamos um pouco.

A volta foi mais rápida (todo mundo queria voltar logo), mas foi mais sofrida. Doía tudo (braço, cabeça, costas, mãos e etc.) e precisamos parar mais vezes. Havia vezes que eu achava que não ia agüentar e confesso que precisei descansar muito, mas deu tudo certo.

Voltamos ao cais às 18h00 e fomos correndo almoçar. A idéia de um prato  bom e quentinho foi um das grandes motivações desta volta e confesso que a comida estava muito boa. Almoçamos na própria casa do professor do papai e comemos um delicioso PF com arroz, feijão e peixe frito ao molho de camarão… Fenomenal!


CanoagemFamília que rema unida, permanece unida!

Saldo deste dia de aventura: dores no corpo, muitas risadas, algumas fotos, muita recordação, algumas conversas ÓTEMAS, mais dores no corpo, dois óculos de sol perdidos na água (eu e o Maurício derrubamos nossos óculos) e mais algumas dores.

Divertido não sei, mas inesquecível… Com certeza!

 

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