You are currently browsing the monthly archive for Janeiro 2009.

No dia em que apresentei meu trabalho de Conclusão de Curso (14 de Novembro de 2007), depois de ganhar a minha nota dez, fui jantar com minha família – uma das exigências de meu pai para a ocasião.

Enquanto eu absorvia tudo o que tinha acontecido na pizzaria, meus avós maternos me entregaram um pequeno pacote: uma pulseira (de luas minguantes) banhada de prata. Eles queriam me presentear pela ocasião (sabiam que aquela defesa era o ápice de minha formação acadêmica) e acharam que àquela semi-jóia era o mais adequado.

Lembro certinho que, quando me entregou, vovó falou:

- Quem escolheu essa foi o seu avô. Eu queria te dar outra, mas ele adorou as luas… Não teve como convencê-lo que as outras eram mais adequadas para você.

Achei o ato muito carinhoso e lembro que fiquei bem emocionada (como com todos os outros presentes que ganhei naquela noite). Tudo bem que prefiro simbólica mais o sol do que a lua – afinal, sou leonina e meu planeta regente é o sol -, mas peguei o maior carinho pela pulseira por saber que tinha sido uma escolha do vovô – uma pessoa um pouco ausente dos cuidados cotidianos da família.

Desde então, usei a pulseira de luas minguantes todos os dias e, apenas no final do ano passado, passei a intercalá-la com duas pulseiras que ganhei da Mari (de dadinhos rosas e azuis)… Fofas e importantes também!

Mas perdi a minha pulseira na noite da quarta-feira, dia 29. Depois um café no Reserva Cultural e de algumas cervejas num barzinho da Paulista, voltei para casa à pé (conversando com a Mari) e  minha pulseira (tão linda) deve ter caído num momento em que eu estava distraída ou coisa assim. Pois fato foi que, quando cheguei em casa e fui me trocar, a pulseira já não estava mais no meu braço.

Procurei por toda a casa, tirei os tapetes, olhei nas roupas que eu tinha usado (podia estar presa lá ou coisa assim) e, mesmo de pijama, desci de elevador para dar uma olhada no portão. Mas não teve jeito: não a encontrei em lugar algum.

Nem preciso dizer que fiquei arrasada, né?! Queria ligar para a minha mãe e buscar um conforto naquele momento, mas já era tarde e não queria acordá-la. O jeito foi deitar e tentar dormir para o efeito do álcool passar. Mas não dormi direito: tinha sonhos com a pulseira e fiquei toda agitada… Perdi o sono várias vezes, mas não tinha condições de ficar acordada.

No dia seguinte, logo que acordei, procurei por todos os lugares novamente, mas foi em vão. Minha irmã, minha mãe e até as meninas me consolaram, pois eu continuava bem chateada. Afinal, não era o valor da pulseira o que me importava, era tudo o que ela simbolizava: o final do TCC, a minha nota 10, a atenção dos meus avós, o gosto do meu avô e etc.

Mas não teve jeito! Acabei optando por não contar aos meus avós o ocorrido (não quis chateá-los) e fui na loja onde eles compraram meu presente, a fim de comprar outra pulseira para substituí-la. Obviamente não achei uma igual, mas acabei comprando uma bem parecida – algo que confortou um pouco mais.

Além do mais, como mamãe sabiamente me falou no telefone, “vão-se os anéis e fiquem os dedos”, né?! Posso ter perdido a pulseira de luas minguantes, mas nunca vou perder todas as recordações do dia em que a ganhei… E isso é o mais importante de tudo!


Será que foi culpa da lua?

Cena 2.569 = Naked


“This angel’s dirty face is sore, holding on to what she had before.
Not sharing secrets with any old fool, now she’s gonna keep her cool.
She wants to get naked,
She wants to get naked”
(Naked – Spice Girls)



Ela não estava num dia fácil. Seus sentimentos estavam à flor da pele e ela não se reconhecia dentro daquele corpo. Seus pensamentos estavam confusos e suas ações lhe pareciam estranhas – a sensação piorava conforme as horas passavam.

Estava brava – consigo mesma! -, odiava o mundo todo e só queria fugir daquilo tudo que lhe parecia sufocar. Não era algo específico, era um medo, um receio genérico. Parecia que estava de volta ao velho caminho do sofrimento e se angustiava por não conseguir sair.

Ouvia as palavras saírem de sua boca, mas não entendia o que acontecia: estava acompanhando tudo de fora de seu corpo e não sabia como tudo aquilo brotava de sua alma. Mas deu sorte: ele (sempre ele!) percebeu que havia algo de errado.

Ao invés de brigar com ela ou simplesmente fingir que nada daquilo que estava acontecendo, ele parou, olhou para ela e apenas perguntou:

- Por que você está assim? Toda armada?

Ela tentou mentir por alguns breves momentos, mas não conseguiu. De uma vez só, colocou para fora tudo que a perturbava e despejou nele (e no mundo, mais tarde!) todos os segredos (fúteis ou não) de sua existência.

Pela primeira vez, em muito tempo, estava nua. Sua alma estava exposta da forma mais verdadeira possível e ela sentia-se bem. Voltava a ser a mesma pessoa de antes!


“A sinceridade absoluta apenas pode conduzir à imobilidade ou à loucura”
Marcel Jouhandeau

Confesso que acordei um pouco desanimada ontem. O excesso de afazeres em pouco tempo e algumas notícias tristes abalaram meu mundo e me deixaram bem para baixo.

Só queria ficar na cama, tomar um remedinho esperto, dormir e esquecer toda a pressão que estava sentido, mas não podia: minhas tarefas são realmente importantes e até saí da cama mais cedo para continuar o fichamento do Martín-Barbero.

Depois de algumas horas diante do computador (incluindo quando tomei café da manhã), resolvi sair um pouco e esfriar a cabeça. Acompanhada de minha irmã, fui ao shopping comprar alguns presentes para os meus parentes e almoçar.

Pela primeira vez em muito tempo, minha irmã e eu sentamos juntas numa mesa da praça de alimentação e comemos tranqüilas enquanto conversávamos, colocando a fofoca em dia. Rendemos-nos à Vivenda do Camarão e fizemos a festa, algo que eu estava realmente precisando.

Depois do almoço, minha irmã voltou para casa e fui me encontrar com a Mari. Enquanto a esperava, aproveitei para andar na Paulista (debaixo da chuva forte) e ver algumas lojas que adoro, como a FNAC!

Acompanhada de minha fiel escudeira, fui ao Reserva Cultural contemplar a exposição de fotos de um amigo. Aproveitamos a ocasião e nos rendemos a um crème brûlée – algo fenomenal e que ficou faltando no ano passado. Era tudo o que eu precisava… Sério!

Daí para frente, nem preciso dizer que o meu dia ficou mais divertido: novos exemplares da Communicare, conversas na Cásper Líbero, risadas, chopp na Joaquim Eugênio e mais passeio pela Paulista.

Tudo isso, lógico, sempre repleto de conversas, reflexões, lembranças, risadas e pequenos momentos especiais. E, enquanto vivia tudo isso, o tempo parecia acompanhar o meu humor: triste e fechado de manhã, mas alegre e ensolarado à tarde… Super especial!

Para fechar este dia que começou desanimado e mudou completamente, á noite, jantei com meus tios de Porto Alegre. Foi algo simples – pizza -, mas foi divertido. Vimos fotos da família, relembramos as formaturas, conversamos bastante e dividimos momentos familiares únicos e especiais!

Dessa forma, lembrei que a verdadeira felicidade custa tão pouco… São pessoas especiais, com conversas especiais e pequenos gestos de carinho que fazem a grande diferença na vida e nos dão força para enfrentar as dificuldades do cotidiano. Após perceber isso, desejei apenas que todas as pessoas pudessem, pelo menos uma vez, perceber isso também!



“Happiness Only Real When Shared”

But it’s only when I sleep
See you in my dreams
Got me spinning round and round
Turning upside down

But I only hear you breathe
Somewhere in my sleep
Got me spinning round and round
Turning upside down
(Only when I sleep)

Only When I Sleep – The Corrs



Ela acordou assustada. Sua respiração estava ofegante e seu coração batia acelerado. Não sabia o que havia a despertado de forma tão brusca, mas sabia que era algo muito importante. Ficou quieta ouvindo os barulhos da casa – tentava identificar algo de diferente -, mas logo reparou que estava tudo certo. A casa continuava no silêncio da noite, escura e sonolenta.

Lembrou então que havia sonhado com ele. Depois de muito tempo sem vê-lo, viu seu rosto (tão conhecido) no sonho e ficou assim: toda agitada! Momentaneamente lembrou-se de seu sorriso, de seu olhar ambíguo e de todo o conjunto enigmático que a encantava a cada encontro.

Não conseguia mais esconder… Sentia algo diferente, algo mais forte!Contava os minutos para vê-lo e, secretamente, torcia por um encontro casual. Queria parecer mais interessante, mais descolada, mais mulher. Imaginava como seria beijá-lo e deixava sua imaginação correr solta enquanto recitava pequenos diálogos repletos de segundas intenções e indiretas.

Sentia medo por experimentar tais sentimentos (novamente), mas tinha uma ânsia maior em sua alma. Queria tê-lo por perto, apesar da certeza das conseqüências disso. Entendia que choraria ainda muito, sofreria como nunca e, por algum tempo, ficaria descrente do verdadeiro amor. Mas queria arriscar.

Pela primeira vez, em muito tempo, sabia exatamente o que queria e parecia que não desistiria tão fácil de seus objetivos emocionais! Estava apaixonada e muito decidida!

Voltar para São Paulo é sempre bom – não posso reclamar. Adoro essa cidade e não nego minhas raízes paulistanas de maneira alguma!

Estou cheia de coisas para fazer: dois trabalhos da PUC, fichamentos, decupagens, arrumações e mais milhões de coisas. Me desespero em perceber tudo o que eu tinha que fazer e não fiz.

Acho que o ar do litoral me inebriou e, ao desarrumar as malas, percebi que não fiz nada do que tinha planejado. Ou seja, terei que fazer TUDO nessas próximas duas semanas e não posso bobear… Qualquer atraso ou falha será o meu fim (sério!).

Mas é bom estar em casa, é bom sentir o clima da cidade e é MUITO bom saber que finalmente poderei colocar uma ordem na minha rotina!


Minha Familia!Recordação das férias: família unida e feliz!


Depois de uma semana chuvosa e levemente fria, o domingo resolveu presentear meu último dia de férias no litoral com muito sol e muito calor.

Como era também o último dia dos meus tios por lá, resolvemos fazer um passeio diferente em família: fomos à Prainha Branca, um paraíso natural que fica escondido na Ilha de Anchieta.

Após alguns bons minutos caminhando – não deu nem uma hora – por uma trilha no meio da Mata Atlântica, chegamos ao nosso destino e ficamos por lá boa parte do dia.

Protegidos embaixo de uma árvore (com uma sombra deliciosa) e de um guarda-sol de um barzinho (o Laricas’), pudemos curtir toda aquela paisagem e toda a movimentação (a praia estava lotada) sempre tomando um suco de guaraná natural e comendo uma batata-frita! Uma delícia!

No final do dia, depois de algumas caminhadas, boas risadas, muita conversa e muito sol, almoçamos PFs e fomos embora – sempre tirando muita foto e reparando nas bizarrices alheias (super divertido!).

Quando voltamos para casa, fomos direto para a piscina bem gelada para encerrar o dia com chave de ouro e, principalmente, esfriar um pouco o corpo – ardido por causa das queimaduras de sol!

Mais um passeio inesquecível, com certeza!


Isso sim é uma bela vista para quem gosta de natureza!

Férias são sempre boas! Mas preciso confessar: férias demais cansa!

É bom ficar no litoral, é bom curtir os meus pais, é bom brincar com os meus cachorros. Mas, sinceramente, não vejo a hora da minha rotina voltar ao normal.

Sinto falta daquela agitação paulistana, de dormir tarde e acordar cedo, do movimento das ruas e dos ônibus, do ar poluído, do frenesi durante 24 horas, dos meus estudos, dos meus amigos, dos desconhecidos, das risadas, das conversas e da vida que tenho na cidade que nunca dorme!

Gosto de férias, mas conto as horas para voltar para a MINHA casa!


São Paulo!Eu não nego minhas raízes paulistanas!

 

Janeiro 2009
D S T Q Q S S
    Fev »
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Categorias

Estatística do Blog

  • 19,608 Acessos