“Lay your head down
And sleep on my shoulder
Lay your head down
And start a new dream
And for tonight
the moment is over
Drift in a lullaby
Here where the stars reside

And angels are always seen
Lay your head down
The stars they have whispered
Hear what they say
And know that it means

The moon is your guide
The stars they have kissed her
As she goes gently by
Light as a babys eye
Save on a fairytales dream

And start a new dream”

A Final Dream – Within Temptation




A cada novo dia, ou melhor, a cada nova noite, tenho mais certeza de que vivo em dois mundos: o mundo real, de carne e osso, onde faço mestrado e lido com os sentimentos próprios da existência humana. O outro é o mundo dos sonhos, um mundo tão real quanto aquele que vivo quando estou acordada, mas com um diferencial: a possibilidade de fazer TUDO (exatamente tudo) o que eu quero. Me entrego as paixões, sofro com a distância, cuido de pessoas queridas e sou livre. De verdade? É quase que um dia-a-dia que acontece só quando eu durmo. E meus sonhos são tão reais – tão reais – que acordo sem saber ao certo o que aconteceu. Sinto texturas, formas, cheiros, gostos e sons. É tudo tão estranho, porque é tudo MUITO real. Acordo assustada e, na maioria das vezes, quero voltar para este reino mágico e totalmente possível.


“Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens”

Fernando Pessoa

“Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Talvez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo”

Pablo Neruda



Noite mal dormida, cansaço, dia longo, incapacidade de pensar…

Nada disso foi capaz de impedir o sorriso verdadeiro que se esboçou em meu rosto no final da noite. Juro que tentei me conter, mas foi algo verdadeiro que tomou conta de mim. Na verdade, foi uma felicidade tão grande, forte e verdadeira que me entreguei às emoções e desencanei de todo o resto do mundo.

Não sabia se a risada era para mim ou, pior, se era de mim. Mas, juro, não liguei nem um pouco… Estava feliz demais, contemplando o momento e colhendo os louvores de minhas artimanhas românticas. Eu e os meus planos infalíveis no campo sentimental. Sempre dando um jeito de esbarrar no ser desejado ou encontrando brechas nos discursos para puxar conversar e, assim, ganhar alguns minutos no paraíso.

Tão simples! Tão fácil! Tão pouco… Ao mesmo tempo, o muito capaz de me fazer esquecer todo o cansaço, a fome, a dor de cabeça e as preocupações com os caminhos escolhidos. Um sorriso perfeito, uma conversa boba, um beijo de despedida… Ai ai ai! Com certeza, muito mais do que eu poderia desejar. Sério!

É tudo culpa do Efeito T!

“Se o capitalismo é incapaz de satisfazer as reivindicações que surgem infalivelmente dos males que ele mesmo engendrou, então que morra!”

Leon Trotsky


Como já desenvolvi por aqui, a vontade humana (vontade de expandir a vida e de conseguir cada vez mais) é um impulso irracional e totalmente incontrolável. Por ser um eterno impulso para ir sempre em frente, esta vontade NÃO tem um foco e jamais será satisfeita. Aliás, não pode ser satisfeita jamais, por isso que sempre nos move e nos impulsiona para algo melhor.

O lado pessimista desta visão é que, como já mencionado, a vontade não pode ser satisfeita jamais e isso gera uma série de frustrações e angústias no ser humano. Ou seja, o homem sempre desejará mais e mais. Com isso, nada poderá satisfazê-lo e ele será um eterno frustrado.

O capitalismo, sistema econômico caracterizado pela propriedade privada dos meios de produção e pela existência de mercados livres, se apropria exatamente desta frustração da vontade do ser humano. Consumimos cada vez mais para compensar este vazio interno. Afinal, não é sempre que a sublimação estética é algo que nos basta, não é mesmo?!

Odeio, de verdade, reconhecer isso. Mas não dá para negar! Sou uma pessoa ligada ao consumo – sempre me encanto com propagandas, marcas e etc. Tenho a consciência desse meu comportamento e confesso que tento agir contra isso. Mas nem sempre consigo!

Por exemplo, desde pequena, eu gosto da Barbie (vide relato aqui) e eu já tinha me rendido a essa ‘paixão’ ao comprar a minha Melissa Ultragirl + Barbie preta com os sapatinhos brancos. Mas não resisti! Resolvi comprar, então, uma Melissa Ultragirl + Barbie rosa com o logo da Barbie em preto.

Estava de olho nela há muito tempo e fiquei com medo de acabar. Fui só olhar uma loja – que eu sabia ser revendedora Melissa. Olhei, é bem verdade, experimentei e levei. Ops! Foi mais forte do que eu…

Pelo menos, eu sei que é algo que vou usar: sapato baixo (sem salto) nunca é demais. Além do mais, o final do ano se aproxima e vários eventos começam a ser preparados. Logo, estar bonita (dos pés à cabeça) nunca é demais, não é mesmo?!

O importante é que estou feliz e a minha frustração interna, por enquanto, está bem pequena – quase morta dentro de mim!



Minha Terceira Melissa: Ultragirl + Barbie rosa com o logo da Barbie em preto. Não é linda?


Não dá para fugir da ação do tempo e, muito menos, da genética familiar. Não tem jeito! Aprendi isso quando ainda era criança observando toda a lógica social presente no ambiente cotidiano e, desde então, procuro artifícios para amenizar as conseqüências da união destes dois elementos.

Sei também que só tenho 23 anos – blábláblá idade, blábláblá tempo, blábláblá conhece pouco da vida, etc. -, mas o fato é que muita coisa muda com o passar dos anos. Não estranho mais quando sinto minhas pernas cansadas depois de ficar muito tempo de pé ou pelo simples fato de usar um sapato com o salto um pouco mais acentuado.

Dia desses, descobri a linha PINK da Granado e fiquei muito feliz. Um dos produtos oferecidos nesta linha é um Gel para Pernas e Pés Cansados. Rico em bioflavanóides extraídos da castanha da Índia, ginkgo biloga e hamamélis, esta loção potencializa a propriedade refrescante do óleo de menta e aumenta a circulação dos pés e das pernas, minimizando os sintomas de cansaço e proporcionando relaxamento.

Achei a proposta interessante e resolvi experimentar. Fiquei curiosa para saber como era este creme. Seguindo as instruções, usei antes de dormir – indicam usar no período noturno, massageando lentamente até a completa absorção do produto – e tive a feliz surpresa ao descobrir que o gel realmente funciona. É uma delícia, tem um cheirinho ótimo e ajuda a relaxar.

De verdade! Isso não é um texto publicitário. Pelo contrário, é apenas um depoimento sincero. Descobri algo que faz efeito – pelo menos para mim – e resolvi compartilhar com todo mundo.

Fica aí a dica!



“Agradar a si mesmo é orgulho; aos demais, vaidade”

Paul Valéry

“Aquele que é feliz espalha felicidade.
Aquele que teima na infelicidade, que perde o equilíbrio
e a confiança, perde-se na vida”

Anne Frank



Nem tanto para lá, nem tanto para cá… Acho que estou num momento de minha vida em que quero apenas encontrar um ponto de equilíbrio – um meio termo capaz de me acalmar a alma e, ao mesmo tempo, gerar os maiores turbilhões emocionais. Será que este lugar existe?

“E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti”

Sutilmente – Skank



Uma semana se passou desde o primeiro mal-estar de Tom Zé, meu pequeno Yorkshire de 10 anos. Essa última semana foi longa demais. Cheia de estresses, tensão, muito cansaço, uma certa dose de desespero e muitas incertezas.

Confesso que me perdi nos últimos dias. Chegou uma hora em que a razão se perdeu e me tornei mais emoção do que o normal e usual. Houve noites em que não dormi. Tinha medo de parar de rezar e algo acontecer com o meu bichinho. Afinal, nos momentos de desespero, nada melhor do que exercitar a fé, não é mesmo?!

Rezei para São Francisco, descobri São Sebastião e busquei apoio em todos os lados. Por sorte, Deus é realmente muito grande, fui muito amparada. Enquanto o clima estava pesado aqui em casa, muitas pessoas queridas e especiais apareceram para dar uma palavra amiga, um consolo, um pouco de fé e esperança.

Ficamos até emocionados com as demonstrações de carinho. Foram diversos telefonemas, e-mails, recados via Twitter, scraps do Orkut, mensagens fofas via comentário do blog, vibrações positivas e as mais diversas manifestações. Descobrimos que o Tom Zé é realmente muito amado por todos os que nos rodeiam – nosso cachorrinho conquistou a todos – e isso foi muito importante nesse período de recuperação dele.

Aproveito este espaço virtual, tão querido e amado para mim, para agradecer toda a força e carinho que recebi nos últimos dias. De verdade! Cada palavra fez a grande diferença e me ajudou a enfrentar esta complicada fase… Muito obrigada MESMO, por tudo! Quem esteve ao meu lado – de uma fase ou outra – foi essencial

Desde quarta-feira, ele está em casa. Teve alta em caráter de observação – achamos que deixá-lo mais tempo na clínica veterinária apenas tornaria seu quadro de saúde mais delicado e frágil. Obviamente, ele não está 100% ainda, mas está perto disso. Tem dado trabalho para comer e começa a ficar chatinho – do jeito que o conhecemos normalmente. De alguma forma, isso é bom!

Confesso que ainda estou meio receosa com o estado dele – minha mãe fala que pareço uma galinha cercando meu filhote (só para explicar, o bebê Tom é meu filho, sabe?! #loucura), mas tento atendê-lo no que posso fazer. Com isso, minha vida virou um caos maior do que antes. Abandonei praticamente tudo e, agora, aos pouco, preciso retomar a minha rotina.

Tenho que estudar, tenho que ler, tenho que enviar textos para o grupo de e-mail de uma disciplina que faço, tenho que fazer meu capítulo para a qualificação do mestrado, tenho que voltar a ser amiga, tenho que descobrir NOVAMENTE meu lado mulher e, principalmente, tenho que encontrar a minha paz.

Ufa! É muita coisa…

Mas não tem problema! Tom Zé, aos pouco, retoma sua vida e eu também… Afinal, meu bebê estando bem, estarei bem também!


Tom Zé em seu primeiro dia em casa… Lindo, né?!


“Virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem.”

Leonardo da Vinci

 

Novembro 2009
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