Oração aos animais
São Francisco de Assis
Meu São Francisco de Assis
Protetor dos animais
Olhai por nós que rogamos
Vossa benção e muita paz.
Olhai os abandonados
Sofrendo agruras nas ruas
E os que puxam carroças
Açoitados nas ancas nuas.
Pelos pobres passarinhos
Que não podem mais voar
Presos em rudes gaiolas
Só porque sabem cantar.
E as cobaias de laboratório
Que sofrem dores atrozes
Em experiências terríveis
Que lhes impõem seus algozes.
Olhai os que são perseguidos
Sem piedade nas florestas
Só por causa da ambição
Dessas caçadas funestas.
Pelos animais de circo
Que não têm mais liberdade
Presos em jaulas minúsculas
À mercê de crueldade.
Olhai os bois de rodeio
E os sangrados nas touradas
Barbárie e crimes impostos
Por pessoas desalmadas.
Pelos que têm de lutar
Até a morte nas rinhas
Quando o homem faz apostas
Em transações tão mesquinhas.
Olhai para os que são mortos
Nos macabros rituais
Em altares religiosos
Que usam sangue de animais.
Meu bondoso protetor
Oro a vós por meus irmãos
Para que sua dor e tristeza
Não sejam sofrimentos vãos.

Era para ser apenas uma sexta-feira mais agitada que o normal: estágio de manhã e almoço na casa da madrinha à tarde. Pretendia fazer supermercado e adiantar alguns afazeres domésticos – afinal, meu final de semana será curto e estou bem atrasada com TODAS as minhas tarefas. Mas, infelizmente, o dia acabou se tornando o mais difícil e sofrido desta semana – e olha que a competição foi fortenos últimos dias, viu?!
Meu cachorrinho, o bebê Tom Zé – um Yorkshire de quase 10 anos (ele faz aniversário na próxima quinta-feira), começou a passar mal. Durante a noite, ele apresentava sinais de febre e enjôo, mas os sintomas começaram a piorar e, no meio da tarde, ele começou a evacuar sangue (sangue puro… Terrível).
Corremos para o veterinário – um doutor muito bom que tem aqui perto de casa – e passamos o resto da tarde lá: foram coletas de sangue, soro sub-cutâneo, dezenas de injeções, uma boa dose de estresse, minhas mãos mordidas durante um ataque de fúria e muita preocupação. A principal suspeita é intoxicação – só não sabemos a quê.
Ele está sendo tratado, mas ainda esperamos o resultado do hemograma dele – assim, teremos um pouco mais de certeza do que está havendo com ele. Ao mesmo tempo, o pequeno cachorro (ele não tem nem 3kg) está sofrendo: late de dor, resmunga o tempo todo, não consegue lugar e posição para descansar e não para de evacuar sangue. Já sujamos dúzias de panos e tapetes e nada parece conter.
Ele está sofrendo, é óbvio, e não podemos fazer nada. O bichinho precisa esperar os remédios fazerem efeito e nós só podemos ficar observando e tornando esse momento ruim um pouco menos desconfortável.
É terrível… Talvez uma das experiências mais complicadas que já passamos com ele e olha que a lista não é pequena. Mas, pela primeira vez, não podemos fazer nada mais, além de esperar e isso está nos matando. Já nem sei mais o que fazer… Estou até apelando para a fé. De verdade!
Sinceramente, espero que São Francisco proteja meu eterno bebê e não o deixe sofrer muito… Porque eu já não agüento vê-lo desta forma!
Até doente, Tom Zé consegue ser lindo… Não é mesmo?