Tom Zé chegou em casa numa noite de sábado, dia 05 de fevereiro lá em 2000. Havíamos procurado o Yorkshire de estimação nos últimos seis meses e a vontade inicial de comprar uma fêmea, logo foi substituída pela ideia de um machinho. Afinal, não estávamos em época de vacas gordas e o preço de uma fêmea desta raça era algo exorbitante.

Tom Zé chegou apenas para darmos uma olhada – não tínhamos nenhuma obrigação de ficar. Mas quando aquele pequeno pompom de pêlo saiu da caixinha de madeira, nos encantamos. Ela era pequenino – ia completar 3 meses no próximo dia 12 – e cabia certinho na palma da mão do meu pai. Lindo e fofo demais… Um bebê delicioso! Nos apaixonamos e ficamos com ele!

Nos últimos 11 anos, Tom Zé foi o nosso companheiro e passou por boas aventuras. Viajou conosco para muitos lugares e, principalmente, sobreviveu a diversas situações complicadas: pneumonia na semana que chegou em casa, desidratação num hotelzinho, ataque de um cachorro abandonado num posto da estrada, ataque de formigas e envenenamento por chumbinho.

Sobreviveu a tanto… Só não conseguiu sobreviver a um ataque cardíaco, enquanto fazia aquilo que ele mais gostava: brigar com outros machos na rua. Faleceu no dia 4 de novembro – 8 dias antes de completar 12 anos – no colo de meus pais e deixando um grande vazio e muita tristeza em nossas vidas.

Por ser um cachorrinho cardíaco – um problema genético! -, o primeiro veterinário deles sempre nos disse: “esse cachorro viverá 5 anos e olha lá”. Mas ele foi forte e sobreviveu. Viveu quase 12 anos e todos falavam: “esse bichinho é muito amado. Só o amor justifica esta força toda dele viver”. E ele foi isso: corajoso, barulhento, carinhoso e muito amado por todos da família e dos nossos conhecidos.

Tom Zé, você deixou muita saudade, meu amado!

“Na delegacia só tinha viciado e delinquente
Cada um com um vício e um caso diferente
Um cachaceiro esfaqueou o dono do bar
Porque ele não vendia pinga fiado
E um senhor bebeu uísque demais
Acordou com um travestí e assassinou o coitado
Um viciado no jogo apostou a mulher
Perdeu a aposta e ela foi sequestrada
Era tanta ocorrência, tanta violência”

O Cachimbo Da Paz – Gabriel O Pensador

 

 

4 meses após a minha banca de mestrado, voltei à  PUC para buscar o meu diploma – sim, mestrado e doutorado têm diploma também e ele é L-I-N-D-O (todo trabalhado)! Na verdade, no dia da minha defesa, dei entrada na papelada de final de pós-graduação: certificado de conclusão, histórico e diploma. Os dois primeiros ficariam prontos após o dia 10 de janeiro, mas acabei de me enrolando e fui deixando para buscar depois…

Até que chegou uma carta em casa avisando da chegada de meu diploma, ou seja, eu não tinha mais desculpa e realmente precisava buscar os meus documentos.

Optei por resolver isso na noite da terça-feira, dia 5 de abril. Como era meu aniversário de namoro (7 meses!), o meu namorado me pegou no trabalho e me levou até a PUC – ganhei até uma linda rosa pela ocasião! Além da carona, ele me fez companhia por lá também. Primeiro fomos à tesouraria da instituição e depois, à secretaria da pós-graduação. Confesso que eu acreditava que só encontraria o diploma – fiquei com medo de que os outros documentos já tivessem ido para o lixo por demorar TANTO tempo para buscá-los. Mas, felizmente, estava tudo por lá, me esperando!

Então, depois de resolver tudo, eu e o namorado resolvemos jantar para comemorar o nosso aniversário de namoro. Por causa da falta de dinheiro, optamos por um restaurante pequenino, perto da PUC mesmo, só para comermos um lanche e não deixar a data passar em branco. Escolhemos uma mesa perto da entrada – a única disponível! – e nos sentamos! Como de costume, coloquei a bolsa pendurada na cadeira e relaxei – o dia tinha sido estressante no meu trabalho e estava bem aliviada de tudo ter dado certo!

Pedimos os lanches e, no meio de uma divertida conversa (teve até foto com a minha rosa!), fui pegar uma caneta na minha bolsa. Mas, para minha surpresa, ela estava aberta e sem a minha carteira! Sim, alguém abriu a minha bolsa e pegou a minha carteira! Quando vi, me deu o maior desespero. O namorado foi conversar com o dono do restaurante para ver se havia alguma câmera de filmagem ou algo do tipo, enquanto saí na rua e tentei ver se tinham jogado os documentos na rua! Mas foi em vão!

Minha carteira havia sido furtada e eu precisava agilizar toda a parte burocrática! Devoramos os lanches rapidamente e fomos até a delegacia mais perto! Enquanto esperávamos para ser atendidos (é incrível as histórias que se ouve numa delegacia!), bloqueei o cartão do banco, avisei o convênio de saúde e fiquei pensando o que deveria fazer, nos documentos em que eu carregava e nas informações que poderiam estar em minha carteira.

A verdade é que o B.O., em si, já me ajudaria! Mas eu estava me sentindo sufocada. Sentia-me insegura e com muito medo! Alguém estava com os meus documentos e eu não fazia a menor idéia de quem poderia ser! Não sabia o que esta pessoa poderia fazer e nem se havia um propósito em não descartar na rua os meus documentos! Para completar, algumas pessoas ao meu redor também foram acometidos por esta sensação de medo e insegurança – ou seja, eu só conseguia encontrar mais daquilo que eu estava sentindo ao invés de um pouco de tranqüilidade e segurança – sorte que, sempre que isso acontecia, o namorado conseguia me trazer um pouco de razão e me acalmava!

Nos dias seguintes, entrei numa neura louca. Coloquei alerta de fraude no meu nome no Serasa e no SPC, fui atrás de um novo RG, avisei a portaria do meu prédio para relatar qualquer movimentação estranha ou pessoas que procurassem eu ou minha irmã, solicitei um novo cartão do banco e, para piorar, comecei a andar suspeitando de todos. Sem contar que ligava quase que todos os dias para o Metrô, Correio e CET para ver se haviam entregue meus documentos lá, mas eu sempre ouvia um solidário “não” todas as vezes!

Enfim, aos poucos, fui recuperando a minha sanidade. O medo continua aqui comigo – nunca senti o meu espaço tão invadido assim! Mas, felizmente, passou a neurose. Óbvio que cuido muito melhor da minha bolsa, não a penduro mais na cadeira quando vou almoçar ou jantar e passei a ter mais precaução na rua. Acho que cuidados básicos para quem mora numa cidade grande, não?!

Ahhh! A única coisa que deu MUITO problema para mim, neste furto de minha carteira, foi o banco!  Sim! Meu cartão débito/crédito demorou mais de um mês para chegar e, neste meio tempo, recebi 8 cartões que não eram o que eu precisava, liguei 5 vezes para o banco para esclarecer o porquê de tanta demora e ainda precisei usar minha hora do almoço em três dias  para ir ao banco, conversar e entender o que estava acontecendo! Uma loucura! Mas, apesar de todos os estresses, deu tudo certo também!

Ainda bem!

Dia em que minha carteira foi furtada… Ou melhor, como quero lembrar deste dia: aniversário de namoro – 7 meses!

“It just takes a second for my world to come crumbling down
Oh I’m sure in the distance you can hear that awful sound
Oh I plead for an answer, plead for an answer from you
But if you give me an answer, that just makes no sense then what’s the use
And just like that my life is broken
I can barely breathe
and now I’m opened for suggestions
At the end of the day life’s a lesson”

Suggestions – Orelia Has Orchestra

No começo de setembro de 2010, basicamente entre a entrega de minha dissertação e o meu acidente de quadriciclo, assisti os 10 primeiros episódios de Pretty Little Liars, da ABC Family! Havia baixado os episódios durante o mês de agosto, depois de ver um burburinho no Twitter e, para minha felicidade, adorei! Na época em que fiquei de repouso no litoral, não assisti nada, não li nada e mal conseguia acompanhar meu Twitter – tudo isso, porque eu não conseguia me concentrar por muito tempo! Apesar disso, continuei a baixar os episódios que eram lançados na internet.

Quando 2011 começou, decidi que deveria sair do marasmo que havia tomado conta de mim! Resolvi voltar a ler – mesmo que fosse um pouquinho por dia, de algum livro bem simples – e quis voltar a acompanhar as minhas séries favoritas. Obviamente que eu ainda estava bem perdida com o meu horário novo (trabalhar, cuidar da casa, dormir, namorar e tudo mais!). Com isso, optei por ver apenas uma série e não tive dúvida em escolher Pretty Little Liars.

Inicialmente, fiz uma pequena maratona com 4 episódios atrasados e, então, passei a acompanhar os episódios conforme eles eram lançados nos EUA. A cada nova semana, mais ansiedade e mais expectativa para saber o que iria acontecer e, como não poderia deixar de ser, muito medo depois de cada episódio! Sim! Eu sei que isso é besta, mas fico sempre muito assustada quando termina um novo capítulo da trama – tenho medo de ser observada secretamente e não saber disso (!!!).

De qualquer forma, se os primeiros 10 episódios foram ótimos, os últimos 12 foram sensacionais! O season finale foi de deixar sem ar, com o coração palpitando e, principalmente, com muita vontade de ver a segunda temporada! Mas, infelizmente, foi preciso muita paciência – o último episódio passou na segunda-feira, dia 21 de março, e o início da segunda temporada só será apresentada hoje, nesta terça-feira, 14/6.

Mas tudo bem! Nos últimos meses, fiquei acompanhando as novidades pelos sites específicos da série, fiquei com muita vontade de comprar a coleção de livros que inspirou a série (!!!) e li alguns pequenos spoilers (não me controlo!). Mas é MUITO bom saber que hoje termina toda esta ansiedade e alguns segredos serão revelados! Ainda bem!

Mas vou preparar o meu coração e meus medos! Boatos garantem que esta segunda temporada será muito mais sombria que a primeira… EBA!

Emily Fields, Aria Montgomery, Spencer Hastings e Hanna Marin: seus segredos são encantadores!

Sei que voltei há pouco tempo por aqui, mas preciso de uma ajudinha de vocês! No último sábado, fui ao Shopping Ibirapuera para resolver um problema na TIM e acabei participando de uma promoção do shopping em homenagem ao Dia dos Namorados (próximo domingo)! Tirei uma foto que está concorrendo a uma viagem, com acompanhante, para o Chile.

Quer me ajudar? Então, vote na minha foto: http://migre.me/50frS

Infelizmente é só um voto para cada IP. Mas todos os votos são bem-vindos e tenho a certeza de que eles farão a diferença no final!

A promoção vai até às 24h do dia 13 de junho e, infelizmente, não há um ranking! Então, o negócio é segurar a ansiedade e votar sempre que possível! Prometo que, se eu ganhar, irei com o namorado (óbvio!) e não andarei de quadriciclo. Prometo! Afinal, nós dois merecemos uma viagem romântica que não termine em traumatismos cranianos nem em internações no hospital. Não é mesmo?

 “Five hundred twenty-five thousand
Six hundred minutes
Five hundred twenty-five thousand
Moments so dear
Five hundred twenty-five thousand
Six hundred minutes
How do you measure
Measure a year?
In daylights – in sunsets
In midnights – in cups of coffee
In inches – in miles
In laughter – in strife”

Seasons Of Love – Rent

O tempo passa rápido demais… 9 longos meses se passaram e só agora consegui me organizar para voltar a vida virtual.

Todo mês era aquela mesma história: “vou voltar no dia 01”. Mas, aí, o dia 01 passava e eu não consegui voltar com os posts. Então, eu falava: “volto no dia 19”. Mas aí, o dia 19 passava e eu não conseguia… Enfim, esta história está rolando desde janeiro e eu, mais perdida do que nunca, não cumpria minha palavra.

Vou confessar: era algo frustrante. Além de adorar demais este meu espaço virtual, sentia falta de vê-lo bonito e atualizado. Queria compartilhar momentos e situações que eu vivia, mas não conseguia colocá-las no papel. Acho que estava tão absorta em tantos acontecimentos que não conseguia me distanciar para analisá-lo de fora e, assim, fazer um relato tão sentimental e tão racional o possível.

Estranho, né?!

Por que eu sumi? Bem, a história é um pouco complicada.

No feriado de 18 de setembro (de 2010), fui viajar pela primeira vez com o meu namorado! Sim! Tínhamos oficializado o nosso namoro no dia 05 e aquela seria a nossa primeira viagem juntos. Romântico, né?! Era uma viagem para Gonçalves (MG) e estávamos na comemoração do aniversário de um amigo do meu lindo!

O início da viagem já foi marcante! Fomos de carona com o aniversariante e nos perdemos no meio de uma estrada de terra. Em plena madrugada, o carro não subia a estrada – que era íngreme demais – e todos precisavam descer para que conseguíssemos sair do lugar. Basicamente, demoramos o dobro de tempo para chegar a nosso destino e, apesar de alguns medos (todos de minha parte!), foi engraçado.

O final de semana tinha tudo para ser perfeito! O local era bonito e, mesmo com a falta de dinheiro, era possível fazer bastantes atividades, como visitar uma cachoeira, fazer trilhas e comer bem – incluindo um delicioso doce-de-leite. No domingo, dia 19, na hora do almoço, resolvemos fazer um passeio de quadriciclo para ir até o restaurante (que era MUITO bom!) e, nesta brincadeira, acabei sofrendo um acidente. Não me lembro o que aconteceu. Só sei que caí do meu quadriciclo, bati a cabeça e tive entre 7 e 8 derrames cerebrais, mais um coágulo.

Fiquei internada uma semana no hospital (não me lembro de nada!) e precisei ficar 40 dias de repouso – acabei ficando com os meus pais no litoral neste período. E, sinceramente, preciso confessar: foi um período bem complicado. Nas primeiras 24 horas pós-acidente não me lembro de nada, já do hospital tenho alguns flashes bem rápidos. No período de repouso, tive muito sono, não conseguia me concentrar em muita coisa e sentia muita falta de tudo o que tinha deixado em stand by em São Paulo.

Mas, ao mesmo tempo, não posso reclamar. Neste período, descobri o quanto sou amada. Meus pais, minha irmã e meu namorado ficaram o tempo todo ao meu lado – o Fred foi ao litoral TODO final de semana durante o período em que fiquei em repouso e o meu pai e minha irmã ficaram comigo quando estava internada no hospital. Os outros familiares e amigos (que sabiam do acidente!) estiveram muito presentes também! Recebi muitos telefonemas e alguns e-mails (lia-os em doses homeopáticas, mas ficava feliz em recebê-los).

Pois bem, depois de 40 dias e uma boa dose de angústia, recebi alta no dia 29 de outubro, numa ensolarada manhã de sexta-feira. No mesmo dia, à tarde, fui chamada para uma entrevista de emprego e, em uma semana, já estava contratada e começando um emprego novo. Meio rápido, né?! Mas a verdade era que eu estava dura (meu dinheiro tinha acabado em agosto), meus pais tinham gastado muito com o meu acidente e eu precisava urgentemente voltar à ativa. Aí, topei o desafio!

7 meses se passaram , continuo a trabalhar na assessoria de imprensa e muitas coisas aconteceram neste período! Ri muito, chorei bastante, cresci demais, vi ótimos filmes, fiz boas descobertas, me perdi um pouco, me reencontrei, gastei mais do que podia e tentei viver bastante… Tudo muito intensamente, afinal a minha experiência do quadriciclo foi algo que, definitivamente, me marcou.

Ah! Defendi minha dissertação e sou mestre agora! Mas falarei mais disso e com mais calma em outra ocasião!

Enfim… Tem tanta coisa que quero contar aqui! Tanta coisa boa, tanto aprendizado! Mas ainda estou me organizando… Sim! 7 meses se passaram e eu ainda não me organizei muito bem! Queria escrever um post por dia, mas acho que isso não será muito viável. Então, me comprometo a escrever um post por semana… Melhor do que nada, não?! Mas é óbvio que, sempre que der, faço mais de um!

Vamos ver como consigo me organizar!

De qualquer jeito, garanto uma coisa: É MUITO BOM ESTAR DE VOLTA!!!

Meu namorado e eu, em seus respectivos quadriciclos, um pouco antes do meu acidente… E, sim, eu estava de capacete na hora do acidente!

PS= Agradeço a TODOS os comentários postados em minha ausência. Li cada um e fiquei realmente muito feliz em ver que, mesmo parado, o Muito Mais Sentimental! continuou a ser um sucesso!

Por Pablo Neruda

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade.

 

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