“E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe
E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti”
Sutilmente – Skank

Uma semana se passou desde o primeiro mal-estar de Tom Zé, meu pequeno Yorkshire de 10 anos. Essa última semana foi longa demais. Cheia de estresses, tensão, muito cansaço, uma certa dose de desespero e muitas incertezas.
Confesso que me perdi nos últimos dias. Chegou uma hora em que a razão se perdeu e me tornei mais emoção do que o normal e usual. Houve noites em que não dormi. Tinha medo de parar de rezar e algo acontecer com o meu bichinho. Afinal, nos momentos de desespero, nada melhor do que exercitar a fé, não é mesmo?!
Rezei para São Francisco, descobri São Sebastião e busquei apoio em todos os lados. Por sorte, Deus é realmente muito grande, fui muito amparada. Enquanto o clima estava pesado aqui em casa, muitas pessoas queridas e especiais apareceram para dar uma palavra amiga, um consolo, um pouco de fé e esperança.
Ficamos até emocionados com as demonstrações de carinho. Foram diversos telefonemas, e-mails, recados via Twitter, scraps do Orkut, mensagens fofas via comentário do blog, vibrações positivas e as mais diversas manifestações. Descobrimos que o Tom Zé é realmente muito amado por todos os que nos rodeiam – nosso cachorrinho conquistou a todos – e isso foi muito importante nesse período de recuperação dele.
Aproveito este espaço virtual, tão querido e amado para mim, para agradecer toda a força e carinho que recebi nos últimos dias. De verdade! Cada palavra fez a grande diferença e me ajudou a enfrentar esta complicada fase… Muito obrigada MESMO, por tudo! Quem esteve ao meu lado – de uma fase ou outra – foi essencial
Desde quarta-feira, ele está em casa. Teve alta em caráter de observação – achamos que deixá-lo mais tempo na clínica veterinária apenas tornaria seu quadro de saúde mais delicado e frágil. Obviamente, ele não está 100% ainda, mas está perto disso. Tem dado trabalho para comer e começa a ficar chatinho – do jeito que o conhecemos normalmente. De alguma forma, isso é bom!
Confesso que ainda estou meio receosa com o estado dele – minha mãe fala que pareço uma galinha cercando meu filhote (só para explicar, o bebê Tom é meu filho, sabe?! #loucura), mas tento atendê-lo no que posso fazer. Com isso, minha vida virou um caos maior do que antes. Abandonei praticamente tudo e, agora, aos pouco, preciso retomar a minha rotina.
Tenho que estudar, tenho que ler, tenho que enviar textos para o grupo de e-mail de uma disciplina que faço, tenho que fazer meu capítulo para a qualificação do mestrado, tenho que voltar a ser amiga, tenho que descobrir NOVAMENTE meu lado mulher e, principalmente, tenho que encontrar a minha paz.
Ufa! É muita coisa…
Mas não tem problema! Tom Zé, aos pouco, retoma sua vida e eu também… Afinal, meu bebê estando bem, estarei bem também!
Tom Zé em seu primeiro dia em casa… Lindo, né?!
“Virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem.”
Leonardo da Vinci